
A edição de 2026 do Brasileirão o segue com uma presença significativa de clubes sob modelos de gestão empresarial. Das 20 equipes da Série A, sete atuam como Sociedades Anônimas do Futebol (SAF) ou sob formato similar. O número se manteve em relação à temporada anterior, já que o acesso do Coritiba (SAF) compensou o rebaixamento do Fortaleza.
Clubes com gestão empresarial no Brasileirão:
- Atlético Mineiro (SAF)
- Bahia (SAF)
- Botafogo (SAF)
- Coritiba (SAF)
- Cruzeiro (SAF)
- Vasco da Gama (SAF)
- Red Bull Bragantino (LTDA)
Vale destacar que o Bragantino não é formalmente uma SAF, mas um clube-empresa (LTDA), modelo adotado antes da regulamentação da Lei das SAFs. Na prática, a empresa controla todos os títulos societários.
Clubes associativos ainda são maioria
Apesar do crescimento dos modelos empresariais — geralmente associados a maior capacidade de investimento —, os clubes associativos ainda predominam no campeonato. São 13 equipes sem fins lucrativos na elite:
Athletico-PR, Chapecoense, Corinthians, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Mirassol, Palmeiras, Remo, São Paulo, Santos e Vitória.
Cenário em transformação
Algumas equipes podem passar por mudanças em sua estrutura de gestão em breve. O Fluminense, por exemplo, tem uma negociação avançada com um grupo de 40 torcedores-investidores para um aporte significativo, o que pode alterar seu modelo atual.
Já o Vasco vive uma disputa judicial pelo controle do clube. A Justiça concedeu ao clube associativo o retorno ao comando, retirando a gestão da 777 Partners. O caso agora segue para análise da Corte Arbitral do Esporte, mantendo o futuro do modelo de SAF do clube em aberto.
