8 de dezembro de 2021

Unidades especializadas em transição e reabilitação podem ajudar a desafogar leitos

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No ABCD, há apenas um equipamento do tipo, tanto na rede privada quanto na pública

 

Unidades especializadas em transição e reabilitação podem ajudar a desafogar leitos. Foto: Divulgação

 

Unidades de saúde especializadas em transição em cuidados e reabilitação, como a Nobre Saúde, único equipamento do tipo no ABCD, podem ajudar a desafogar leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ocupados por pacientes que tiveram a covid-19 de forma severa e que ainda precisam de cuidados médicos por conta das sequelas causadas pela doença.

No fim do ano passado, por exemplo, aproximadamente 60% dos leitos de UTI de Manaus, no Amazonas, estavam ocupados por pessoas que não tinham mais o coronavírus, mas passavam por recuperação de sequelas causadas pelo vírus, como dificuldades para respirar, se locomover, se alimentar e problemas renais.

“Este acometimento pós-covid faz com que o paciente perca suas funções básicas de vida diária, como levar alimento até a boca ou ter a capacidade de comer, sentar e levantar de forma independente ou até mesmo conseguir andar e ter possibilidade de atividades sociais. Com isso, acaba sendo necessária permanência de mais 20, 30 dias no Hospital Geral, ocupando leitos por longa permanência. Se ele for encaminhado para uma unidade de transição, como é nosso caso, terá a possibilidade de um cuidado com segurança, qualidade e devida complexidade assistencial, com equipe focada em reabilitação e cuidados paliativos”, explica o médico Richard Rosenblat, diretor clínico da Nobre Saúde, primeira e única unidade de transição em cuidados do Grande ABC.

A Nobre Saúde conta com equipe completa e interdisciplinar formada por medicina, enfermagem, psicologia, nutrição, fonoaudiologia, farmácia, musicoterapia e intensa fisioterapia respiratória e neuromuscular. Nas 24 horas do dia o paciente trabalha para que, em até 90 dias, ele volte para sua casa e participe de atividades sociais com a maior autonomia possível.

“O Hospital Geral é uma estrutura de alta complexidade e tem como missão diagnóstico e breve tratamento, seja ele em UTI ou enfermaria. Para pacientes que evoluem de forma moderada ou grave da doença, existe uma necessidade de continuidade de cuidados 24 horas por dia, e é neste momento que entra a unidade de transição, onde o dia do paciente é totalmente preenchido com assistência em saúde, quase como um atleta em reabilitação de performance”, comenta o médico Richard Rosenblat.

A covid-19 gera impacto muito grande sobre a ocupação dos hospitais, principalmente sobre os leitos de UTI. Dados da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo mostram que entre 30% e 40% dos casos de covid-19 apresentavam sequelas e sintomas prolongados causados pela doença, mantendo necessidade de internação hospitalar. Além dos infectados pelo vírus, os equipamentos precisam atender ainda todas as outras doenças que continuam a acontecer e necessitam de leito de terapia intensiva, como AVC (Acidente Vascular Cerebral), politrauma, infecções diversas e pós-cirúrgico.

“Todos esses casos geram um verdadeiro caos sobre a capacidade do sistema hospitalar para conseguir cuidar de todos os pacientes da forma correta e necessária. As unidades de transição e cuidados continuados devem ser observadas como parte integrante do sistema, como um elo importante de cuidado e que possibilita uma maior eficiência e giro de leitos nos hospitais, segurança para o paciente e sustentabilidade para o sistema de saúde. O paciente deve estar no local certo, com o tratamento correto e pelo tempo correto”, reforça Rosenblat.

Reabilitação mais rápida

Ainda não há dados na literatura internacional que definam o tempo de reabilitação dos pacientes portadores de sequelas da covid-19. No entanto, não há dúvidas de que a assistência fornecida por uma equipe interdisiciplinar dedicada certamente fornece uma reabilitação de excelência para esses pacientes.

“Entendo como uma questão de qualidade e não de tempo. O coronavírus gera acometimentos de longo prazo, mas em um curto espaço de tempo conseguimos desenvolver e retomar a capacidade das Atividades Básicas de Vida Diária (ABVD) dos pacientes, coisa que em casa apenas com fisioterapia não conseguiria evoluir com essas características”, comenta o médico Richard Rosenblat.

Na Nobre Saúde, o paciente recebe um Plano Terapêutico, para que ele alcance de forma planejada e sistemática o melhor resultado no período de reabilitação. A equipe de fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, de enfermagem e médica possui expertise na reabilitação dos pacientes sequelados de Covid-19.

Todas as áreas assistenciais possuem conexão e foco no desenvolvimento de autonomia o mais breve possível para os pacientes. “As terapias são realizadas com intensidade, frequência e muita humanização. Alguns pacientes chegam a realizar fisioterapia 3 vezes ao dia, fonoaudiologia, e visita médica diária, acompanhamento nutricional, psicológico e farmacêutico semanal e enfermagem 24 horas por dia”, afirma o diretor da Nobre Saúde, Eduardo Santana.

A  unidade já recebeu pacientes com sequelas neuromusculares causadas pela covid-19. O tempo médio para reabilitação é de 60 dias. “Com o aumento nos casos nas últimas semanas, nós prevemos receber mais casos semelhantes. Assim, poderemos contribuir para uma reabilitação mais eficiente desses pacientes”, comenta Santana.

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