Sessão de Santo André é marcada por “22 vereadores” no plenário

Marcos da Farmácia disse que não tinha sido comunicado sobre retorno de Cicote ao cargo e também foi para a Câmara

Marcos da Farmácia disse que não tinha sido comunicado sobre retorno de Cicote ao cargo e também foi ao plenário da Câmara. Foto: Gislayne Jacinto

 

Um fato inusitado marcou a sessão da Câmara desta quinta-feira (05/12), quando “22 vereadores” ficaram em plenário. A Casa conta com 21 parlamentares, mas ocorre que Almir Cicote, que estava licenciado do cargo, pediu demissão da superintendência do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), e retornou ao Legislativo. Marcos da Farmácia (PSB), que ocupava a vaga por ser suplente, também foi para a sessão e alegou não ter sido notificado sobre a volta do titular da cadeira.

O presidente da Casa, Pedrinho (PSDB),  disse que Cicote protocolou o ofício apenas às 15h, no momento em que começou a sessão, e portanto, tudo foi muito rápido.

A ida de Marcos ao plenário causou certo constrangimento entre os vereadores que não sabiam como agir diante da situação. O clima ficou mais tranquilo quando Cicote pediu para se ausentar da sessão porque sua mulher tinha sido internada no Hospital.

Antes de se ausentar, concedeu entrevista coletiva e disse que Marcos da Farmácia, juntamente com e Jorge Kina (PSB), o traíram a partir do momento em que protocolaram o pedido de sua cassação, porque a Lei Orgânica do Município veda a nomeação de parlamentares em autarquias.

Cicote afirmou que Marcos faltou com palavra, além de ter havido quebra de confiança.  “Voltei por uma questão de vontade política e, claro, pelos acontecimentos. Isso faz com que tenhamos de dar uma atenção maior para que venha a cumprir o mandato da melhor maneira possível”, disse.

Marcos da Farmácia nega que tenha traído, mas admitiu que demitiu nesta quarta-feira (04/12) seis assessores indicados por Cicote em seu gabinete. “Recebi uma carta anônima que será entregue ao Ministério Público dizendo que os indicados de Cicote usaram indevidamente o carro oficial. Não podia admitir isso, sou eu que respondo”, afirmou.

O prefeito Paulo Serra evitou fazer críticas aos dois vereadores que pediram a cassação, mas elogiou Cicote à frente do Semasa. O chefe do Executivo entende que não foi “muito adequada” a forma como os dois parlamentares do PSB pediram a cassação.

O prefeito manteve as portas abertas para que o parlamentar retorne ao comando do Semasa.