
O Corinthians voltou a descumprir o acordo com a Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF. A sexta parcela, de cerca de R$ 8 milhões, não foi paga — e a inadimplência já é reincidente: a parcela anterior também havia atrasado, o que gerou um transfer ban nacional. Agora, o Cuiabá, principal credor do acordo, foi ao CNRD e pediu a ampliação da punição por seis meses sem possibilidade de suspensão mediante regularização.
O que o Corinthians disse
Em nota no site oficial, o clube reconheceu a situação e prometeu esforços para regularizar:
“O Sport Club Corinthians Paulista informa que está ciente da situação envolvendo o acordo firmado junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e segue trabalhando para regularizar a questão. O Clube tem se empenhado na busca de soluções que permitam o cumprimento de suas obrigações financeiras, dentro do processo de reestruturação atualmente conduzido pela direção. O Corinthians reforça que o tema é tratado como prioridade e que continuará adotando todas as medidas necessárias para solucioná-lo.”
O que o Cuiabá pediu
O clube mato-grossense é o principal credor do acordo que consolidou todas as dívidas corintianas no CNRD — valores referentes às contratações de Raniele, Jonatan Cafu e Antônio Oliveira. Diante do novo calote, o Cuiabá protocolou pedido formal para agravar a punição:
“Determine-se a extensão da sanção de proibição de registro de novos atletas, pelo prazo de seis meses, a contar de outubro de 2026, sem possibilidade de suspensão mediante regularização, nos termos do item 90 da Ordem Processual nº 3, ou, subsidiariamente, prorrogue a sanção vigente, no mínimo, até o encerramento da janela de registros do início da temporada de 2027.”
Três transfer bans ativos
O cenário financeiro do Corinthians é ainda mais grave quando se consideram as punições internacionais. Além do transfer ban nacional junto à CBF, o clube tem outros dois ativos na FIFA: um por não honrar pagamentos ao Philadelphia Union, da MLS, e outro por descumprir obrigações relacionadas às contratações de Charles e ao empréstimo de Talles Magno. São três proibições de registro simultâneas — e a possibilidade de uma quarta, dependendo do desfecho do pedido do Cuiabá.
