
Marcelinho Portugal Gouvêa afirmou de maneira clara que Dorival Júnior só terá um futuro no São Paulo em 2027 se concordar em atuar dentro de um projeto definido. Em uma entrevista à TNT Sports, o aspirante à presidência do clube estabeleceu os fundamentos do modelo que deseja colocar em prática: prioridade total para atletas formados em Cotia, aquisições estratégicas no mercado e completa integração entre a comissão técnica e os demais setores.
“Eu preciso que seja alguém que atenda ao que eu desejo, sendo o Dorival ou não: que trabalhe com a base.” A prioridade é usar a base esportivamente e não contratar jogador. Se o Dorival se adaptar a isso, pode ser ele; senão, será outro.”
O argumento financeiro
O diagnóstico de Marcelinho é direto: o São Paulo não tem condições de reformular o elenco em larga escala. Contratar cinco, seis ou sete jogadores por janela está fora da realidade do clube. A saída, segundo ele, é apostar nos atletas revelados internamente e fazer uma ou duas contratações cirúrgicas por janela.
“Não pode ser um técnico que vai me pedir 6 ou 7 jogadores, porque o São Paulo não vai contratar 6 ou 7 jogadores por janela. Tentar um ou dois de forma certeira e aproveitar a base.”
O candidato também mencionou que avaliará o custo da comissão técnica antes de qualquer decisão: “Precisamos entender no mercado se conseguimos uma comissão técnica mais barata ou mais cara. A comissão técnica é o mais importante no time, que trabalha adjacente a outros departamentos.”
Artur: interesse condicionado ao orçamento
Marcelinho também foi questionado sobre a possível contratação de Artur, do Botafogo. O candidato considerou os R$ 33 milhões pedidos pelo clube carioca inviáveis para o momento financeiro do São Paulo, mas não fechou a porta para uma negociação caso os valores se ajustem e o jogador se encaixe no sistema pretendido.
O cenário político
A oposição ainda não anunciou oficialmente seu candidato. Marcelinho Portugal Gouvêa é um dos nomes que se movimenta no cenário, enquanto a gestão atual de Harry Massis chega ao fim com a eleição marcada para dezembro.