
Em agenda de campanha realizada neste domingo (11) na Avenida Paulista, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo direto aos seus apoiadores para que busquem o eleitorado que não compareceu às urnas no primeiro turno das eleições. O ato, organizado por entidades ligadas à educação e à ciência, reuniu aliados, governadores reeleitos do Nordeste e uma multidão que ocupou diversos quarteirões da via paulistana.
Durante seu discurso, Lula enfatizou a necessidade de dialogar com quem se abstave da votação ou deixou de votar por não ter mais a obrigação legal.
“Nós tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. Muita gente que tem acima de 70 anos não foi votar porque a lei não exige. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar. Porque, se essa pessoa não quer votar por ela, tem filho, neto, bisnetos e tem a pátria dela para cuidar”, declarou o presidente.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, o índice de abstenção atingiu o recorde de 21,08%, somando mais de 33 milhões de eleitores aptos que não compareceram aos locais de votação.
Pautas trabalhistas e críticas ao TSE
Além do foco na mobilização eleitoral, a manifestação foi palco para declarações sobre temas de repercussão nacional no Congresso. Lula mencionou as negociações em torno do fim da jornada de trabalho na escala 6×1 e tratou da PEC da Segurança Pública.
O candidato do PT aproveitou a ocasião para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro pela gestão da pandemia de Covid-19 e repudiou a decisão do ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a suspensão do canal oficial de WhatsApp criado para a distribuição de conteúdos de sua campanha.
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