
Uma das principais organizações de apoio à população em situação de rua em São Paulo, o Instituto GAS (Grupo de Atitude Social) acendeu um alerta crítico sobre o avanço das casas de apostas virtuais no Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, a entidade denunciou o aumento no número de atendidos nas ruas que relatam ter perdido tudo devido ao vício nas chamadas bets, confrontando diretamente a presença maciça dessas empresas no futebol nacional.
A gravação é liderada por Christian Braga — professor, jornalista e presidente do instituto — ao lado de voluntários vestindo camisas de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. A mensagem direcionada aos dirigentes e clubes cobra responsabilidade social sobre o impacto da exposição dessas marcas junto aos torcedores.
“Nós percebemos que vocês dos times não torcem pra gente igual a gente torce para vocês”, afirma Christian Braga no vídeo.
O caminho da publicidade ao desamparo
A entidade faz duras críticas ao espaço ocupado pelas companhias de apostas em camisas oficiais, placas de estádio, intervalos comerciais e conteúdos digitais. De acordo com o instituto, o contraste entre os contratos milionários fechados pelos clubes e a ruína financeira vivida por torcedores expõe um grave problema de saúde pública e assistência social.
“A aposta que aparece na camisa do ídolo, no intervalo do jogo, na placa do estádio e na tela do celular pode terminar em dívida, fome, rompimento familiar e gente precisando de assistência”, destaca a entidade na publicação.
A manifestação gerou centenas de comentários e reacendeu a discussão nas redes sociais sobre o papel socioambiental dos clubes e os limites da publicidade do setor de apostas no esporte.
Sobre o Instituto GAS
Fundado em 2016 por Christian Francis Braga, o Instituto GAS (Grupo de Atitude Social) atua no acolhimento de pessoas em situação de rua, proteção animal e suporte a famílias em extrema vulnerabilidade na região metropolitana de São Paulo.
O impacto da entidade em números:
-
Voluntários ativos: cerca de 500
-
Atendimentos nas ruas: ~7.000 por mês
-
Famílias assistidas: ~1.500 por mês<
