
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) discursou nesta segunda-feira (7), durante um ato realizado no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, em meio às mobilizações do 7 de Setembro.
Durante a fala, Renan afirmou que “traidores da pátria” estariam nos diferentes Poderes.
“Traidores da pátria nos governam em todos os poderes. E aceitar isso seria algo que apenas covardes concordariam. Eu não sou covarde, ninguém que está aqui ao meu lado é covarde, e nenhum de vocês que está aí nessa plateia ou me assistindo em casa é covarde. Sejam insubmissos. Vençam os canalhas. Nunca aceite o domínio ilegítimo”, declarou.
Entrevista coletiva
Em coletiva de imprensa concede a veículos de comunicação, o candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, apresentou um duro manifesto contra o atual cenário político e as instituições brasileiras. Cercado por apoiadores e correligionários, o dirigente fez um balanço dos últimos treze anos de mobilização política no país e atacou o que classificou como “submissão do debate público ao crime organizado”.
Durante a leitura de seu pronunciamento, Renan relembrou a trajetória de movimentos de rua nos últimos anos — citando a defesa da Operação Lava Jato, o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva —, mas ponderou que a hiperpolitização acabou frustrada pelo fracasso das lideranças eleitas. “O peso do Brasil, dos nossos sonhos e das nossas vidas era grande demais para homens tão pequenos”, afirmou.
Críticas ao STF e denúncia de “falsa polarização”
O candidato rechaçou a tese de que o Brasil vive sob intensa polarização ideológica entre esquerda e direita, classificando essa narrativa como uma “farsa” utilizada para manter os mesmos grupos no poder. Segundo Renan, tanto a “direita hegemônica” quanto a “esquerda governista” estariam articuladas sob os mesmos interesses fisiológicos e financeiros.
As críticas mais contundentes foram dirigidas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Renan Santos acusou a Corte de integrar um arranjo de poder que tolera a corrupção e o banditismo institucionalizado. “O Supremo Tribunal Federal, peça central desse arranjo, tem gangsters em seus quadros, homens que se acomodaram ao banditismo cotidiano”, declarou.
Cobranças à Justiça e limite a Alexandre de Moraes
Ao responder aos questionamentos dos jornalistas após o discurso, o candidato do Missão foi provocado a comentar a expectativa sobre votações iminentes no Judiciário. Renan defendeu a transparência irrestrita das investigações e pediu contenção aos poderes de magistrados da Suprema Corte.
“Eu quero apenas justiça. Quero que tudo venha à tona, que o Brasil saiba quem se corrompeu e quem se vendeu”, pontuou. “Eu quero que os superpoderes do Alexandre de Moraes deixem de existir e que os ministros da Suprema Corte defendam o que ainda resta da nossa Constituição.”
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