
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou, nesta segunda-feira (31), que vai recorrer da decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu sua propaganda eleitoral na internet, os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e sua participação em debates na televisão, rádio e podcasts.
Durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo, Renan disse acreditar que a decisão será revertida.
“Eu tenho, eu tenho. Eu ainda acho que nós vivemos num regime democrático, cada vez menos normal, cada vez mais exótico, mas acho que sim”, afirmou ao ser questionado se esperava uma mudança da decisão.
Renan também fez críticas a Toffoli e afirmou que espera uma análise diferente dos demais integrantes da Justiça Eleitoral. Segundo o candidato, sua defesa pretende adotar medidas judiciais contra a decisão.
“Eu espero que não seja [mantida]. Eu tendo a ser otimista sobre o futuro do Brasil”, declarou.
O candidato também criticou a proibição de participar de debates, entrevistas, sabatinas e podcasts. Para Renan, retirá-lo desses espaços interfere diretamente no debate eleitoral.
“Retirar um candidato que vem pautando o debate público, candidato que, com as suas manifestações públicas, sabatinas e podcasts, apresenta as maiores audiências, é um atalho”, afirmou.
FUNDO ELEITORAL
Durante a coletiva, Renan também foi questionado sobre o uso de dinheiro do Fundo Eleitoral nos perfis citados na decisão. Ele afirmou que não utiliza recursos do fundo em sua campanha presidencial e que o dinheiro destinado ao partido é direcionado aos demais candidatos da legenda.
“Não usamos dinheiro do Fundo Eleitoral na minha campanha presidencial”, declarou.
ENTENDA A DECISÃO
Dias Toffoli determinou nesta segunda-feira (31) a suspensão da propaganda eleitoral de Renan Santos na internet. O ministro também suspendeu os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha ao candidato e proibiu sua participação em debates realizados em televisão, rádio e podcasts.
A decisão vale até o julgamento final do caso pelo TSE.
Segundo Toffoli, o partido Missão deixou de informar à Justiça Eleitoral perfis utilizados para propaganda eleitoral. Na decisão, o ministro apontou que 16 perfis ligados ao candidato foram comunicados ao TSE 12 dias após o período de registro da candidatura.
Um dos perfis citados possui 2,4 milhões de seguidores.
De acordo com Toffoli, ao menos um desses perfis estaria sendo utilizado de forma irregular para divulgar conteúdo eleitoral e alcançar milhões de pessoas por meio dos sistemas de recomendação das plataformas.
A legislação eleitoral determina que partidos e candidatos informem à Justiça Eleitoral os endereços eletrônicos utilizados durante a campanha.
Renan Santos afirmou que sua defesa recorrerá da decisão.
