
Uma tentativa de sequestr0 de um menino de 11 anos chocou os moradores de Guaianases, na Zona Leste de São Paulo. Logo após o ocorrido, o motorista do táxi utilizado na ação criminosa, identificado como Robson de Souza, compareceu voluntariamente à delegacia para prestar depoimento e rechaçar qualquer suspeita de cumplicidade, explicando que foi pego de surpresa pela conduta dos passageiros.
Em entrevista m, Robson esclareceu que trabalha em um ponto fixo próximo a uma igreja na região de São Benedito e que acreditava se tratar de uma corrida comum. No entanto, ao perceber o delito em andamento, o motorista agiu rapidamente para impedir a fuga dos suspeitos.
”Os dois conseguiram ficar dentro do carro, travei o carro, e ele falou: ‘Corre, corre!’, eu falei: ‘Não, não vou correr. Não vou correr, vocês vão se lascar'”, afirmou Robson.
Além de prestar esclarecimentos, o taxista entregou à Polícia Civil um envelope pardo contendo um mapa impresso do Google Maps com a foto de uma casa azul e um endereço detalhado. O documento, esquecido pelos criminosos no banco de trás do automóvel, deve se tornar uma peça fundamental para a investigação.
Entenda o caso
A ação criminosa, que visava o garoto que andava de bicicleta pela calçada, foi registrada por câmeras de segurança da região e gerou imediata revolta na comunidade local. As imagens do circuito de segurança flagraram o momento exato em que o táxi se aproximou. Um dos suspeitos desembarcou do banco traseiro do veículo e abordou a criança de forma agressiva, tentando arrastá-la à força para o interior do automóvel.
O garoto reagiu prontamente, resistindo à abordagem e clamando por socorro.
A reação da vítima chamou a atenção de um pedestre que passava pelo local. Ao perceber a gravidade da situação, o homem interveio imediatamente para proteger o menino.
Com o apoio de outros moradores que se mobilizaram rapidamente, os dois suspeitos foram interceptados e retirados do veículo pela população enfurecida.
Em registros em vídeo que circulam nas redes sociais, é possível ver os dois indivíduos sentados no chão, acuados por moradores, enquanto um deles tenta se justificar alegando ser “compadre” de um terceiro e jurando “pelo Divino Espírito Santo” que não sabia o que estava acontecendo.
A Polícia Militar informou que foi acionada para atender a uma ocorrência de agressão no endereço indicado. Contudo, quando as equipes chegam ao local, os envolvidos já haviam se dispersado. O caso agora está sob a responsabilidade da Polícia Civil, que utiliza as imagens das câmeras, os relatos de testemunhas e os materiais deixados no táxi para identificar formalmente os suspeitos e esclarecer todas as circunstâncias do crime.
