
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou na sexta-feira (13) que o governo estadual avalia decretar a caducidade do contrato das obras do BRT-ABC por causa de atrasos no cronograma.
Segundo ele, o acordo firmado com a concessionária não estaria sendo cumprido e o andamento das obras está abaixo do esperado. O corredor começou a ser construído em 2022 e deveria ter sido entregue em 2023, mas ainda não entrou em operação.
Em nota, a Artesp informou que acompanha e fiscaliza a execução das obras do BRT-ABC desde o início de 2025, quando passou a ser responsável pelo contrato. A agência afirmou que identificou atrasos na execução das obras e dos investimentos previstos e que já iniciou providências como notificações e aplicação de penalidades previstas em contrato.
A Next Mobilidade informou que as obras foram impactadas por atrasos em serviços que só poderiam ser executados por concessionárias, especialmente a Enel. Segundo a empresa, algumas intervenções levaram cerca de 500 dias para serem concluídas, como a remoção de rede necessária para a construção do viaduto Mauá, além de serviços em trechos como a rua Abraão Braga e a rua do Grito.
A concessionária afirmou ainda que as obras contam com cerca de 900 trabalhadores em dois turnos, inclusive aos finais de semana, e que os primeiros 20 ônibus elétricos de alta capacidade, de um total de 92 previstos, já estão na empresa para a realização de testes.
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