
O que começou como um comentário de ódio em uma rede social terminou com uma batida policial na porta de casa. Um jovem, cuja identidade foi preservada, recebeu a visita inesperada do delegado Romani, do setor de combate ao crime organizado de São Paulo, após publicar ameaças explícitas contra a autoridade e a corporação no Instagram.
As mensagens postadas pelo suspeito afirmavam que “polícia tem que morrer mesmo” e que o delegado seria assassinado. Diante das ameaças diretas, Romani decidiu liderar pessoalmente a diligência até o endereço do autor.
O Confronto
A ação, registrada em vídeo pela própria equipe policial, mostra o momento da abordagem. “Mãos para cima, se ciscar vai tomar daqui”, adverte o delegado logo na entrada. No interior da residência, o tom foi de confronto direto entre a agressividade virtual do jovem e a realidade do trabalho policial.
“Tu sabe quem eu sou, né, filho? Vim te buscar. Quem vai morrer? Você não foi lá na minha rede social? Quem é o arrombado agora?”, questionou Romani durante a interpelação.
“Você acha que eu não sei da sua caminhada? Tem tráfico, roubo, pichação e agora você é maior de idade. Eu sou o delegado Romani e estou aqui agora. Não mexe com quem você não pode, entendeu? Aqui é 45 de braço e 45 na cintura.”
https://youtube.com/shorts/7prmkkEkgys?feature=share
Histórico Criminal
Durante a abordagem, o delegado revelou que o setor de inteligência já havia levantado a ficha do suspeito. Segundo Romani, o jovem possui passagens por tráfico de drogas, roubo e pichação.
O delegado, conhecido por sua atuação contra grandes facções criminosas, rebateu a postura do rapaz:
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Experiência: Romani destacou que atua há anos prendendo criminosos de alta periculosidade.
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Postura: Criticou a “coragem” limitada ao ambiente digital. “É brabo no teclado, mas na hora que chega no pessoal é outra coisa”, afirmou.
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Aviso: O delegado encerrou a abordagem com um alerta sobre a nova fase da vida do suspeito: “Agora você é maior de idade. Não mexe com quem você não pode.”
Até o fechamento desta matéria, não foram divulgados detalhes sobre o indiciamento formal do jovem após a diligência. O caso serve como um alerta sobre as implicações jurídicas de crimes de ameaça cometidos em ambiente digital.
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