
A nova diretoria do São Paulo, comandada pelo presidente Harry Massis, estabeleceu como uma de suas metas prioritárias a regularização dos direitos de imagem dos jogadores. Ao assumir o clube, a gestão identificou um passivo de aproximadamente três meses de atraso com o elenco profissional. O valor foi negociado com os atletas e será pago de forma parcelada em dez vezes.
Apesar do acerto, a preocupação da atual cúpula vai além da dívida passada. Massis enxerga no clube uma “cultura permissiva” em relação aos atrasos, algo que considera inaceitável e que compromete a relação com o grupo de atletas. O objetivo agora é evitar que novos episódios como esse voltem a ocorrer.
Como parte do esforço de saneamento, o São Paulo iniciou uma ampla revisão contratual. Todos os vínculos antigos estão sendo analisados minuciosamente para identificar possíveis irregularidades ou desperdícios de recursos. A medida integra um processo mais amplo de reestruturação financeira, que também inclui o aumento das receitas.
A diretoria tem buscado novas fontes de arrecadação e não pretende abrir mão de nenhuma oportunidade de negócio. Nos bastidores, o clube negocia novos patrocínios e parcerias comerciais, mas enfrenta críticas da torcida em razão da política de preços dos ingressos, considerada elevada. Ainda assim, o entendimento interno é de que o fluxo de caixa precisa ser reforçado para garantir o cumprimento das obrigações mensais, como a folha salarial.
Foco no estadual do São Paulo
Em meio às reformas administrativas, o São Paulo tenta manter o foco no Campeonato Paulista. A boa fase dentro de campo tem ajudado a desviar a atenção dos problemas extracampo. No sábado (21), o Tricolor encara o Red Bull Bragantino, fora de casa, pelas quartas de final da competição. O duelo será no Estádio Municipal Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, às 18h30.