
Durante sua gestão como presidente do São Paulo, Júlio Casares utilizou o cartão corporativo do clube para despesas pessoais que totalizaram cerca de R$ 500 mil. Apesar de ter devolvido o valor aos cofres tricolores, a forma do reembolso está sob questionamento do Conselho Fiscal e é alvo de investigação interna.
O principal ponto de atrito é a taxa de juros aplicada no ressarcimento. Como o São Paulo, devido à situação financeira crítica, costuma pagar juros elevados ao tomar empréstimos, há membros do Conselho que entendem que Casares deveria ter reembolsado o clube utilizando a mesma taxa — e não com juros reduzidos. Caso contrário, o clube teria sido prejudicado financeiramente.
Natureza dos gastos
As despesas realizadas pelo ex-presidente incluíram contas como cabeleireiro e lojas de grife, com uma média mensal de cerca de R$ 8 mil.
Timing do reembolso de Casares e mudança de regras
Os valores correspondem ao período total de sua gestão, iniciada em 2021. O ressarcimento, no entanto, só foi realizado no segundo semestre de 2025. Até então, o clube não possuía uma política clara de cobrança desses gastos. Foi somente após a devolução de Casares que o setor de Compliance do São Paulo instituiu uma diretriz formal para o uso do cartão corporativo.
Contexto crítico das finanças
A demora no reembolso ocorreu em um momento de extrema dificuldade financeira do clube, que chegou a atrasar salários e enfrentou — e ainda enfrenta — problemas para honrar pagamentos de direitos de imagem.
