
O futuro de Júlio Casares no comando do São Paulo ainda não está definido. Após seu afastamento preventivo da presidência, o processo segue agora para uma etapa decisiva: uma assembleia-geral com todos os sócios do clube, que terá o poder de confirmar ou anular o impeachment.
De acordo com o estatuto tricolor, essa nova votação deve ser convocada dentro do prazo máximo de um mês a partir do afastamento inicial, ocorrido em 16 de janeiro. Portanto, o atual presidente em exercício, Olten Ayres de Abreu Junior, tem até 16 de fevereiro para marcar a data do pleito.
A decisão será tomada por maioria simples dos votos presentes. Caso mais da metade dos sócios vote a favor da permanência do impeachment, Casares será definitivamente removido do cargo e ainda perderá seus direitos políticos no clube, ficando inelegível para futuros cargos diretivos. Se a maioria votar contra, ele retornará à presidência.
Rumores de uma manobra pró Casares
Circulam no clube rumores de que a data da assembleia poderia ser agendada para o período do Carnaval, em uma possível tentativa de influenciar o quórum ou o perfil dos sócios presentes, o que beneficiaria Casares. No entanto, oficialmente, a data ainda não foi definida. A realização da assembleia é obrigatória, conforme as regras estatutárias.
Uma alternativa que permanece em aberto é a renúncia voluntária de Júlio Casares. Se optar por este caminho, ele evitaria a votação e, consequentemente, preservaria seus direitos políticos dentro da instituição. Até o momento, ele não anunciou sua decisão final sobre essa possibilidade.
