
A crise institucional que atinge o São Paulo ganhou novos e graves capítulos nos últimos dias. De acordo com informações divulgadas inicialmente pelo UOL, as investigações da Polícia Civil encontraram indícios de possíveis crimes de lavagem de dinheiro, o que motivou a transferência do caso para varas judiciais especializadas.
O processo passará a tramitar em uma vara dedicada a crimes de lavagem de capitais e outra focada em crime organizado, devido à complexidade e natureza das suspeitas.
Os magistrados responsáveis concluíram que foram identificadas inúmeras operações financeiras consideradas suspeitas. A análise indica que essas movimentações podem ter causado prejuízos financeiros ao clube e, simultaneamente, servido para a prática de lavagem de dinheiro. A mudança para uma vara com maior expertise técnica em investigações financeiras visa aprofundar a apuração.
Os promotores do Ministério Público de São Paulo que conduzem o caso, José Reinaldo Guimarães Carneiro e Tomás Busnardo Ramadan, concordaram com a transferência, reforçando a gravidade das evidências coletadas.
Crise em múltiplas frentes no São Paulo
Enquanto as investigações financeiras avançam, o presidente do clube, Julio Casares, enfrenta paralelamente um processo de impeachment. A votação está marcada para esta sexta-feira (16), no MorumBIS, em formato híbrido: parte dos conselheiros estará presencialmente no salão do estádio, e outros participarão via reunião online.
Simultaneamente, torcedores organizados planejam um protesto contra a atual diretoria, com concentração marcada para as 18h nas imediações do estádio.
Em meio a este cenário de instabilidade, a equipe tenta se isolar da crise dentro das quatro linhas. Nesta quinta-feira (15), o São Paulo entra em campo no MorumBIS para enfrentar o São Bernardo, pelo Campeonato Paulista, buscando uma vitória que alivie a pressão e ofereça um respiro à torcida.
