
Em meio ao processo de impeachment que enfrenta, o presidente do São Paulo, Júlio Casares, se envolveu em uma discussão em um grupo de WhatsApp restrito a conselheiros do clube. O fato, inicialmente revelado pelo UOL.
O estopim da troca de mensagens foi um alerta do conselheiro vitalício Daurio Speranzini. Em sua fala, ele não indicou um voto específico, mas conclamou os colegas a cumprirem seu dever institucional: “Temos a obrigação do voto. Estamos aqui exatamente para manifestar nossas posições através dele. Se nos abstivermos, estaremos implicitamente dizendo que não nos importamos com o futuro do São Paulo”.
Casares rebate e cita caso histórico
Na resposta, Casares adotou um tom de defesa e alerta, evocando um precedente sensível na história do clube. Ele lembrou o caso de Pimenta, presidente durante o bicampeonato mundial, que foi afastado por acusações de corrupção e posteriormente reintegrado ao Conselho após a comprovação de manipulação em gravações que o incriminavam.
“Pimenta, o maior presidente campeão de nossa história, a quem nomeei Patrono da Gestão, foi expulso e teve seu nome manchado. Anos depois, foi inocentado. Estamos dispostos a cometer novas injustiças?”, questionou Casares. Ele encerrou sua intervenção reforçando uma decisão anterior do Conselho Consultivo: “O próprio Conselho já avaliou que não há base jurídica para o impeachment. É uma decisão que deve ser considerada. Abraços a todos.”
Speranzini, por sua vez, reafirmou que seu objetivo era apenas estimular a participação, sem criar polêmica.
Cenário de pressão externa
A votação do impeachment acontecerá sob forte pressão. Torcedores organizados e grupos de adeptos comuns planejam protestos contra Casares no MorumBIS, local onde ocorrerá a sessão na sexta-feira.
