
O primeiro dia de vigência das novas regras do programa “Nosso Tarifa Zero”, agora exclusivo para moradores de São Caetano, registrou uma queda de 60% no número de passageiros. A redução é baseada na comparação com o pico de usuários do sistema, período em que o acesso aos ônibus municipais era universal.
Segundo dados apurados pela VIPE (Viação Padre Eustáquio), concessionária do transporte coletivo da cidade, 30 mil pessoas utilizaram os ônibus nesta quarta-feira (15), data em que começou a ser cobrada a tarifa de R$ 5,00 para quem não reside no município. No ápice do programa com passe livre universal, o sistema chegou a transportar 80 mil passageiros por dia.
Antes da criação do Tarifa Zero, em 2023, a média diária em São Caetano era de 20 mil usuários. Quando o programa foi anunciado, a expectativa era de um aumento de 50% na demanda. No entanto, a gratuidade irrestrita inflou o sistema municipal em mais de 300%.
Estudos internos da concessionária apontaram que cerca de metade dos usuários do transporte público local não moravam em São Caetano. Esse fluxo sobrecarregou as linhas e pressionou a operação financeira do programa, que é 100% custeado pelos cofres do município.
Aprovação popular
A mudança agradou aos residentes que dependem do serviço. A aposentada Zilda Ribeiro da Silva Bandettini, de 69 anos e moradora do Bairro Santa Maria, afirma que voltou a usar o transporte público após as novas restrições.
“Antes, quando a gratuidade era para todo mundo, principalmente para não moradores da cidade, era impossível pegar o ônibus para vir fazer compras aqui na Visconde [Avenida Visconde de Inhaúma] ou lá no Centro, de tão cheios que ficavam os ônibus. Agora, não. Hoje, eu peguei e foi tudo excelente, senti a diferença logo que entrei”, relatou.
