
O montante inscrito em dívida ativa das empresas Sada Transportes e Logística, Transzero e Brazul, integrantes do Grupo SADA, ultrapassa R$ 132 milhões em São Bernardo. Segundo a Prefeitura, o valor referente a agosto é de R$ 132.695.943,93.
Para se ter dimensão do montante, o valor equivale ao custo de construção de dez novas escolas tomando como referência a nova EMEB do Botujuru/Demarchi, que tem investimento de aproximadamente R$ 12,69 milhões.
Procurado pela reportagem, o Grupo SADA informou que discute na Justiça os critérios de cobrança do IPTU adotados pela Prefeitura em relação aos imóveis vinculados às suas operações. Segundo o Grupo, a divergência envolve a caracterização das edificações e os valores atribuídos a elas.
A empresa afirma que mantém garantias financeiras em juízo e que, caso a Justiça reconheça valores como devidos, os recursos estarão assegurados para pagamento ao município.
A Prefeitura informou que não existe conciliação em andamento e que as empresas não aderiram a programa de parcelamento. O Grupo, por outro lado, afirma manter diálogo institucional com a administração municipal.
LICENÇAS
A Prefeitura informou que o Certificado de Licenciamento Integrado (CLI) da Transzero havia sido cassado pela ausência do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).
O Grupo SADA informou posteriormente que a 2ª Vara da Fazenda Pública de São Bernardo concedeu liminar contra a cassação. Segundo a empresa, a Justiça entendeu que a medida ocorreu sem notificação prévia, contraditório e ampla defesa, restabelecendo a eficácia do licenciamento.
O Grupo informou ainda que obteve a renovação do CLI da unidade Alvarenga da SADA Transportes.
A Prefeitura também afirmou que averigua outros CNPJs do Grupo e pretende buscar parceria com o Ministério Público para fiscalizar construções que considera irregulares. O Grupo contesta e afirma que todas as construções estão regulares ou em processo de regularização.
Em seu posicionamento, o Grupo SADA também atacou a cobertura jornalística, classificando-a como “desproporcional e deliberada”. A crítica chama atenção: o Grupo foi procurado justamente para garantir o contraditório. Noticiar fatos de interesse público e ouvir todas as partes não é perseguição, é jornalismo.
