
A rotina de trabalho nas instalações da Bombril, localizada na Avenida Marginal Direita Anchieta, em São Bernardo do Campo, volta a ser tomada pela tensão. Um funcionário terceirizado da logística usou as redes sociais para denunciar que foi ameaçado de morte dentro da recepção da fábrica. A denúncia surge em um ambiente ainda abalado por um ataque ocorrido recentemente no local, no qual três trabalhadores perderam a vida.
Em vídeo publicado nas redes, Matheus Henrique Lima, de 24 anos, relatou que a intimidação ocorreu por volta das 5h45 da manhã, durante a troca de turno. Segundo o jovem, que é prestador de serviços terceirizado da empresa JSL, a ameaça ocorreu na presença de dois seguranças patrimoniais. Ele criticou a postura da contratante e da gestão por não tomarem providências imediatas, como a notificação do suspeito no mesmo dia. Matheus registrou Boletim de Ocorrência e afirmou que dará prosseguimento às medidas legais junto à Polícia Civil.
O histórico recente de tragédia na fábrica
O relato do trabalhador acende um alerta sobre a segurança interna e a convivência no ambiente profissional, reacendendo a memória do ataque ocorrido no último dia 1º de agosto. Na ocasião, o funcionário Claudio Henrique da Silva desferiu um ataque violento contra colegas por volta das 6h da manhã, resultando na morte de três trabalhadores:
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José Guilherme Victoriano de Moura: Primeira vítima atingida no trajeto do agressor, encontrado fatalmente ferido na entrada do banheiro.
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Douglas de Souza: Perseguido e golpeado repetidamente nas escadas por Claudio, que dizia frases como “Vai mexer com quem está quieto?”.
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Edvaldo Santos Silva: Tentou intervir usando uma cadeira para defender o colega, mas sofreu um golpe fatal no peito.
Após o ataque, Claudio procurou por outros alvos até ser contido. Ele tirou a própria vida posteriormente, enquanto estava detido na carceragem do 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo.
Posição das empresas
Diante da nova denúncia feita por Matheus Henrique, a Bombril informou que tomou conhecimento do relato pelas redes sociais e instaurou uma apuração interna. A empresa solicitou esclarecimentos à prestadora de serviços JSL sobre os envolvidos, prestou apoio ao trabalhador e abriu procedimento para checar as imagens do circuito interno de segurança. Em nota, a companhia repudiou qualquer ato de violência, destacou a atuação de seu canal de ética para colaboradores diretos e terceirizados, e afirmou que colaborará integralmente com as autoridades competentes.
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