O Grupo Casas Bahia deu início a um severo plano de corte de despesas ao fechar as portas de 298 lojas em todo o país a partir desta sexta-feira. O volume representa quase 30% das pouco mais de mil unidades que a rede mantinha em funcionamento até então, marcando uma das reestruturações mais profundas da história recente da varejista. A informação foi publicada com exclusividade pelo Portal Valor Econômico.
O movimento foi acompanhado por uma onda maciça de desligamentos. Na quinta-feira, cerca de 600 funcionários foram demitidos e, ao longo desta sexta-feira, estima-se que entre 1,3 mil e 1,4 mil colaboradores adicionais tenham sido desligados — totalizando cerca de 1,9 mil demissões diretas, número que ainda pode avançar nos próximos dias. Por todo o Brasil, funcionários relataram surpresa ao encontrarem as portas de suas unidades trancadas no início do expediente.
A decisão ocorre em meio a trimestres de prejuízos bilionários e ao adiamento da divulgação do balanço do segundo trimestre para detalhamento do plano ao mercado.
Impacto na região do ABCD Paulista
A reestruturação atingiu em cheio o comércio do ABCD Paulista. Em conversa com a reportagem, um gerente da rede na região confirmou o encerramento das atividades de diversas filiais estratégicas, tanto em centros comerciais quanto no comércio de rua.
“A alegação principal transmitida foi a necessidade urgente de cortar gastos, afetando em especial as lojas em shoppings centers, onde os custos com locação do imóvel são extremamente elevados”, relatou o profissional local sob condição de anonimato.
Lojas fechadas na região do ABC:
Unidades em Shoppings:
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São Bernardo do Campo: São Bernardo Plaza Shopping
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Santo André: Grand Plaza Shopping e Shopping ABC
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Diadema: Shopping Praça da Moça
Lojas de Rua e Bandeiras Especializadas:
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Santo André: Rua Carijós
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Diadema: Bairro Eldorado e Pontofrio da Av. São José
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São Bernardo do Campo: Bairro Rudge Ramos e Pontofrio da Rua Marechal Deodoro
Cenário desafiador no varejo
Além das bandeiras Casas Bahia e Pontofrio, o grupo administra marcas consolidadas como a fabricante de móveis Bartira, o e-commerce Extra.com.br, a plataforma logística CBfull e o serviço Casas Bahia Pay.
No primeiro trimestre do ano, a empresa já havia desativado 26 pontos de venda (12 da Casas Bahia e 14 do Pontofrio). Os cortes atuais refletem a forte pressão financeira sobre o varejo físico tradicional, exigindo readequações drásticas frente à alta dos custos operacionais e à mudança no perfil de consumo.
Cenário desafiador no varejo
Além das bandeiras Casas Bahia e Pontofrio, o grupo administra marcas consolidadas como a fabricante de móveis Bartira, o e-commerce Extra.com.br, a plataforma logística CBfull e o serviço Casas Bahia Pay.
No primeiro trimestre do ano, a empresa já havia desativado 26 pontos de venda (12 da Casas Bahia e 14 do Pontofrio). Os cortes atuais refletem a forte pressão financeira sobre o varejo físico tradicional, exigindo readequações drásticas frente à alta dos custos operacionais e à mudança no perfil de consumo.
