
A Polícia Militar Rodoviária realiza ações de reforço do policiamento na Via Anchieta, na altura do km 17,7, sentido Capital, em São Bernardo do Campo. A intervenção ocorre diretamente em resposta a uma série de ocorrências violentas na região, com o objetivo de ampliar a sensação de segurança dos motoristas, prevenir novos crimes e contribuir para a redução de acidentes em um trecho que se tornou alvo frequente de ataques com pedras.
A urgência no patrulhamento ganha força diante do histórico recente na rodovia, que já contabiliza uma vítima fatal e novos relatos de emboscadas.
Caso fatal no km 18
O motorista Guilherme da Silva Sá, de 20 anos, morreu após passar dois meses internado devido a um ataque na rodovia. O crime ocorreu no dia 15 de março, quando o jovem seguia pela pista norte, no sentido São Paulo. Próximo ao km 18, o veículo que ele dirigia foi atingido por uma pedra arremessada contra o para-brisa.
Testemunhas relataram que o objeto foi jogado do alto de um viaduto. No momento do impacto, o proprietário do automóvel, que viajava no banco do passageiro, conseguiu assumir a direção e controlar o veículo após Guilherme ser atingido.
O jovem foi diagnosticado com traumatismo craniano e, após receber os primeiros socorros no Hospital Sancta Maggiore, em São Bernardo, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, na capital paulista, onde permaneceu em coma até falecer. O caso, registrado inicialmente como dano e lesão corporal, passou a ser investigado como homicídio pelo 1º Distrito Policial de São Bernardo do Campo.
Novos relatos e indignação
Mesmo após a tragédia com o jovem motorista, os ataques continuam assustando quem trafega pela região. No último dia 10, a comerciante Gabriella Tabet, moradora da Vila São Pedro, utilizou as redes sociais para fazer um alerta urgente sobre a persistência dos crimes no mesmo trecho.
Na madrugada, por volta das 3h, o esposo de Gabriella seguia em direção ao Brás para buscar mercadorias quando o carro da família foi alvo de uma pedra do tamanho de um tijolo, arremessada por dois homens logo após a passarela do km 18. O motorista não ficou ferido, resultando apenas em danos materiais, mas o episódio reacendeu a revolta dos moradores.
“Um rapaz morreu da mesma forma e ninguém faz nada. Graças a Deus agora não aconteceu nada com meu esposso”, desabafou a comerciante em vídeo, ressaltando que esta já é a segunda vez que o veículo da família é atingido. De acordo com Gabriella, embora tenham sido instaladas grades na passarela do km 18, os criminosos adaptaram a conduta e agora arremessam os objetos por baixo da estrutura antes de fugirem a pé.
A Via Anchieta integra o Sistema Anchieta-Imigrantes e é administrada pela concessionária Ecovias, responsável pela operação, monitoramento e manutenção da rodovia. Nos canais digitais, internautas reiteram que a prática de arremessar pedras no local tem sido frequente, cobrando ações definitivas das autoridades e da concessionária.
