
A Polícia Civil do Rio de Janeiro solicitou à Justiça a prisão preventiva da influenciadora Malévola Alves, moradora de São Bernardo do Campo, e de Rayssa Souza Rego, conhecida nas redes sociais como Rayssa Pugliesi. O pedido faz parte de uma investigação que tem a cantora e influenciadora Jojo Todynho como suposta vítima.
A informação foi divulgada pelo jornalista Luiz Bacci e posteriormente repercutida pelo Portal LeoDias. Segundo a representação elaborada pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro do Rio, as duas influenciadoras são investigadas por supostos crimes de ameaça, difamação, perseguição, violência psicológica, coação no curso do processo e possíveis infrações previstas na Lei nº 7.716/1989.
De acordo com a investigação, Jojo Todynho procurou as autoridades após tomar conhecimento de conteúdos publicados pelas investigadas nas redes sociais. Os autos apontam que a cantora teria sido alvo de comentários considerados ofensivos e de publicações que, segundo a polícia, poderiam ter provocado constrangimento e abalo emocional.
Entre os elementos analisados estão vídeos, transmissões ao vivo e um episódio em que as investigadas teriam ido até a região do condomínio onde Jojo reside, no Rio de Janeiro. Para a Polícia Civil, o conjunto dos fatos indicaria uma escalada das hostilidades, motivando a solicitação de medidas cautelares mais rigorosas.
Apesar do pedido feito pela polícia, não há determinação de prisão até o momento. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá se manifestar antes de eventual decisão do Poder Judiciário.
Após a repercussão do caso, o advogado Jonatha Carvalho Matos, que assumiu recentemente a defesa de Malévola e Rayssa, divulgou nota contestando a necessidade da medida. Segundo ele, as influenciadoras têm colaborado com as investigações e a prisão preventiva deve ser aplicada apenas em situações excepcionais previstas na legislação.
Até a publicação desta matéria, Jojo Todynho não havia se pronunciado sobre os novos desdobramentos do caso.
Leia a íntegra da nota emitida pela defesa de Malévola Alves e Rayssa Pugliesi:
“Em razão do compromisso ético que rege a advocacia, a defesa não fará discussões públicas acerca do mérito das acusações neste momento, respeitando o devido processo legal e a atuação das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos.
Todavia, a defesa de Mariana Alves Gadelha Pereira (Malévola Alves) e Rayssa Souza Rego vem a público esclarecer que recebeu com espanto e serenidade a notícia da representação pela decretação de prisão preventiva formulada no âmbito das investigações em curso, uma vez que sempre cooperou com as investigações e inclusive tomou as medidas judiciais cabíveis contra a parte contrária.
Sem adentrar no mérito dos fatos, por respeito ao devido processo legal e à necessária apuração pelos órgãos competentes, é importante destacar que o ordenamento jurídico brasileiro estabelece a prisão preventiva como medida absolutamente excepcional, cabível apenas quando demonstrados, de forma concreta e inequívoca, os requisitos previstos em lei, o que está longe de ser o caso.
Reitera-se que o processo deve transcorrer com equilíbrio, responsabilidade e observância das garantias fundamentais asseguradas a qualquer cidadão, independentemente de sua notoriedade pública ou da repercussão do caso nas redes sociais.
Por fim, a defesa manifesta confiança no Poder Judiciário e permanece à disposição para todos os esclarecimentos necessários, acreditando que os fatos serão analisados com a imparcialidade e a cautela que o caso exige.”
