
O clima de celebração do Dia do Trabalhador em São Bernardo do Campo foi marcado por um desabafo político contundente. A vereadora Ana do Carmo (PT), figura histórica da política local com seis mandatos na Câmara e quatro na Assembleia Legislativa, criticou publicamente sua exclusão nas atividades restritas entre lideranças sindicais e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato a governador. “Isso não me pertence”.
No ano passado, Ana também foi barrada de subir ao palco do evento do 1º de Maio e fez críticas na ocasião. Um ano depois o mesmo aconteceu e foi registrado pelas equipes de reportagens que estavam no local.
Em entrevista coletiva, Ana do Carmo não escondeu o desapontamento, mas buscou minimizar o impacto pessoal da decisão dos organizadores. “Eu sempre sou barrada”, afirmou a vereadora.
A parlamentar ressaltou que, embora tivesse o desejo de recepcionar o ministro e registrar o momento, não pretende “brigar” por espaços institucionais. “Não ligo para essas vaidades”, pontuou.
O episódio expõe nuances das relações políticas internas durante o evento de 1º de maio, evidenciando um distanciamento entre a estrutura formal do ato dos sindicatos e uma das representantes mais longevas da cidade.
