
O falecimento de Cibelle Monteiro Alves, de 22 anos, dentro da loja onde trabalhava, no shopping Golden Square, já é conhecida por toda a cidade. O que chama atenção agora é o histórico de perseguições e ameaças que antecedeu o crime.
Por pelo menos três anos, Cibelle enfrentou uma rotina de intimidações após o fim do relacionamento com Cássio Henrique da Silva, de 25 anos. Desde 2023, ela registrou três boletins de ocorrência. O primeiro ocorreu ainda durante o namoro, após episódios de agressões verbais e comportamento violento. As denúncias resultaram em medida protetiva que proibia aproximação.
Mesmo assim, as tentativas de contato continuaram. Quando era bloqueado, ele comprava novas linhas telefônicas. Usava diferentes números para insistir nas mensagens.
Em junho do ano passado, utilizou até o sistema bancário para intimidar: fez uma transferência via Pix no valor de R$ 0,01 apenas para escrever uma ameaça no campo de descrição:
“vai ver o que é inferno de verdade”.
Mensagens mostram que ele também esteve na portaria do prédio onde Cibelle morava, mesmo com a medida protetiva em vigor. Ela relatou medo e acionou a polícia.
A escalada terminou na quarta-feira (25/2), quando ele entrou na joalheria onde ela trabalhava portando uma faca e uma réplica de arma.
Durante a intervenção policial, o suspeito apontou a réplica em direção aos agentes e foi baleado nas pernas. Ele permanece internado sob escolta e teve a prisão preventiva decretada.
