1 de dezembro de 2021

São Bernardo e Santo André retomam cirurgias eletivas

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Expectativa é realizar 20 procedimentos não urgentes por dia na rede  de Saúde de São Bernardo; na cidade vizinha haverá força tarefa

Retomada cirurgias eletivas - Foto - Alex Cavanha_PSA
Expectativa é realizar 20 procedimentos não urgentes por dia na rede  de Saúde de São Bernardo; na cidade vizinha haverá força tarefa. Foto: Divulgação/PSA-Alex Cavanha

Em visita ao Hospital de Clínicas (HC), no bairro dos Alvarenga, o prefeito Orlando Morando anunciou, na tarde desta sexta-feira (22/10), a retomada das cirurgias eletivas (não urgentes) na rede de Saúde municipal de São Bernardo. Com a medida, possível graças ao avanço da vacinação contra a Covid-19 e redução dos casos e internações causadas pela doença na cidade, a expectativa é que sejam realizados entre 600 e 700 procedimentos não urgentes por mês, média de 20 operações por dia.

“O Hospital de Clínicas cumpriu papel fundamental durante a pandemia, atendendo os primeiros casos de vítimas do Coronavírus. Com o avanço da vacinação e a consequente queda das internações, conseguimos reorganizar nossos leitos hospitalares, concentrar os casos de Covid-19 no Hospital Anchieta e proporcionar a retomada destes atendimentos eletivos que, embora não sejam urgentes, também são muito importantes para a saúde da nossa população”, explica o prefeito Orlando Morando.

Secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Geraldo Reple Sobrinho destaca que a realização das cirurgias não foi completamente suspensa durante a pandemia, já que os procedimentos oncológicos, cardíacos infantis e de urgência foram feitos normalmente. “As cirurgias foram realizadas de acordo com a demanda e oferta de leitos durante a pandemia, já que nossa prioridade de atendimento foram os casos graves. A partir de agora, nosso centro cirúrgico volta a operar com 100% da capacidade para que possamos atender o quanto antes todos os que aguardam pelo seu procedimento”, diz.

Conforme o diretor do Hospital de Clínicas, Dr. Adilson Casemiro Pires os pacientes que aguardam por cirurgias eletivas estão sendo contatados pelas equipes da Saúde, avaliados e triados de acordo com alguns critérios, entre eles, tempo de espera pelo procedimento, gravidade clínica do caso e diagnóstico de maior prevalência no município. “De forma gradativa e organizada, estamos retomando nossa rotina de atendimentos anterior à pandemia para a população”, ressalta.

Prefeito Orlando Morando anuncia retomada das cirurgias eletivas em São Bernardo. Foto: Divulgação/PSBC-Ricardo Cassin

Reorganização da rede

No mês de setembro, com a queda dos casos e internações por Coronavírus na cidade, a Prefeitura de São Bernardo reorganizou a quantidade de leitos exclusivos para a Covid-19 e, com isso, houve reforço na rede hospitalar. A ação só foi possível porque a Administração optou pela abertura de dois hospitais permanentes no município (Hospital de Urgência e Novo Hospital Anchieta) ao invés de unidades de campanha.

A rede municipal de Saúde de São Bernardo conta, atualmente, com 926 leitos (769 de enfermaria e 157 de UTI), incluindo o Complexo Hospitalar e as UPAs, sendo que 24% estão destinados ao tratamento da Covid-19. Antes da pandemia, em fevereiro de 2020, a cidade possuía 751 leitos públicos municipais, o que representa que houve aumento de 20% no número de leitos na cidade.

 Santo André realiza força-tarefa de cirurgias eletivas

Dando continuidade ao programa Saúde Fila Zero, a Prefeitura de Santo André iniciou mais uma força-tarefa. Desta vez, os esforços são para normalizar a fila de espera por cirurgias eletivas que foram geradas durante o período mais crítico da pandemia.

“Depois de grandes esforços para conter a pandemia e com mais de 90% da população adulta imunizada contra Covid-19, estamos finalmente conseguindo colocar a casa em ordem e voltar, com gestão e planejamento, ao normal. Com isso, mais uma vez o programa Saúde Fila Zero está em operação para regularizar a agenda das cirurgias eletivas de diversas especialidades que se formaram no período mais crítico da pandemia”, destacou o prefeito Paulo Serra.

Com a ação, a expectativa é atender cerca de 4 mil pessoas que aguardam para realizar procedimentos no Centro Hospitalar Municipal (CHM). As especialidades vascular, urologia, proctologia, cabeça e pescoço e bucomaxilofacial já tiveram as agendas normalizadas. As especialidades de cirurgia geral e cirurgia plástica, que possuem maior quantidade represada, devem ser normalizadas até dezembro deste ano.

“Os pacientes estão sendo preparados, passando por avaliação do cirurgião e do anestesista para que possamos zerar até dezembro toda fila de espera por cirurgia. Com essa iniciativa, o município recoloca em prática o programa Saúde Fila Zero. Já houve a primeira edição desse projeto em que as filas foram zeradas em 100 dias cirúrgicos, mas infelizmente, devido à pandemia, uma nova fila foi formada”, pontua o diretor do Núcleo Executivo de Urgência e Emergência e Atenção Hospitalar, Victor Chiavegato.

Santo André realiza força-tarefa de cirurgias eletivas. Foto: Divulgação/PSA-Alex Cavanha

Para a diretora do CHM, Dra. Maria Odila Gomes Douglas, os efeitos da ação já são sentidos pelo hospital. “Ver os pacientes saindo felizes com seus problemas resolvidos é algo que alegra a todos os profissionais envolvidos”, comentou.

Mesmo durante o período mais crítico da pandemia, as cirurgias de emergência não foram suspensas, tanto no Centro Hospitalar Municipal como no Hospital da Mulher. As cirurgias eletivas estão sendo agendadas conforme a ordem dos encaminhamentos, respeitando a gravidade da patologia.

O Hospital da Mulher retomou a realização de todas as cirurgias eletivas (que não têm urgência), entre elas, as cirurgias de laqueadura e períneo.

“Durante a pandemia não deixamos de realizar as cirurgias urgentes, como casos de miomas com hemorragia, câncer de mama ou incontinência urinária. Quanto às pacientes de cirurgias eletivas, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde recomendaram aguardar um momento mais seguro para seu tratamento. As cirurgias por videolaparoscopia, por exemplo, foram desaconselhadas pela Anvisa e pelas sociedades médicas de cirurgia, devido risco de contaminação do ar ambiente pelos gases de insuflação do abdome, mas agora, com o avanço da vacinação e o arrefecimento da pandemia, estamos retomando com força total esta técnica, que reduz o tempo de cirurgia, de internação e o risco de complicações”, explicou o médico ginecologista e coordenador da cirurgia ginecológica, Dr. Ricardo Czech.

Moradora do Jardim Santa Cristina, a cabeleireira Thaís Moreira Santos, de 29 anos, optou por fazer laqueadura após o nascimento do quarto filho, que hoje tem 11 meses. “Eu fiz o planejamento familiar quando ainda estava grávida e depois que eu tive minha filha me chamaram. Não foi demorado, foi bem rápido. Já tinha agendado para fazer antes, mas acabou coincidindo com a data do meu casamento, então eu acabei não vindo e depois acabei relaxando. Fiquei super feliz por saber que as cirurgias seriam retomadas. Estou ansiosa para fazer o procedimento. Falaram que vou ter uma recuperação rápida e ter alta em breve. Tive três dos meus quatro filhos no Hospital da Mulher e gosto muito do atendimento daqui”, comentou Thaís Santos.

Segundo o Dr. Ricardo Czech, novos protocolos foram adotados durante a pandemia para garantir a segurança das pacientes e da equipe médica. “Desde o início da pandemia temos adotado todos os procedimentos pré-operatórios de segurança, com aplicação de inventário epidemiológico para saber se essa paciente ou alguém da família está com sintomas da Covid-19. Isso proporciona segurança para todas as pacientes e, também, para a equipe. As cirurgias só têm sido confirmadas após 15 dias da paciente ter recebido a segunda dose da vacina, conforme norma da Anvisa”, explicou.

Além disso, caso haja alguma suspeita em paciente já internada, é realizado o teste do antígeno Covid, com resultado imediato. Se estiver tudo normal com a paciente, as cirurgias são realizadas. São procedimentos relativamente rápidos, com duração de 40 minutos até duas horas, e as pacientes têm alta no mesmo dia ou no dia seguinte.

Para que as cirurgias sejam realizadas há o empenho de uma equipe multidiciplinar composta por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, técnico de sala, psicólogos, assistentes sociais, anestesistas e equipe de gestão do cuidado, que fazem o rastreio epidemiológico.

 

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