
O coronel Fernando Carvalho Ricardo, comandante do CPA/M-6, responsável pelo policiamento dos sete municípios do Grande ABC, afirmou que as viaturas da Polícia Militar estão sendo abastecidas normalmente e garantiu que o policiamento não vai parar por falta de combustível. A declaração ocorre após reclamações de donos de postos sobre taxas administrativas e atrasos nos pagamentos das empresas responsáveis pelos cartões de abastecimento.
Segundo o coronel, a PM não depende exclusivamente da ValeCard, empresa contratada para administrar o abastecimento da frota. A corporação possui postos próprios, incluindo unidades na capital que podem atender as viaturas do ABC, além de uma reserva estratégica de combustível para situações emergenciais. Carvalho lembrou que, durante a greve dos caminhoneiros, a Polícia Militar conseguiu manter suas atividades mesmo diante das dificuldades de abastecimento no país.
O comandante explicou ainda que a PM dispõe de recursos e mecanismos legais para comprar combustível diretamente em postos comerciais, caso seja necessário, mediante justificativa e prestação de contas. “O carro da polícia não pode parar. O carro da polícia não parará”, afirmou.
Sobre as reclamações, Carvalho esclareceu que as taxas administrativas e os prazos de pagamento são questões comerciais entre a ValeCard e os postos. A Polícia Militar contrata a administradora, que mantém os contratos com os estabelecimentos responsáveis pelo abastecimento.
Em nota oficial, a PM informou que o contrato foi firmado em março de 2026, com duração de 30 meses, e que fiscaliza o serviço. A ValeCard informou ao que nenhuma viatura deixou de ser abastecida e que, até sábado (7), nenhum posto do ABC havia solicitado descredenciamento. A empresa também negou atrasos nos repasses.
“Nós temos combustível. Nós não temos só o cartão. Nós temos outras formas de conseguir combustível. E o policiamento não vai parar”, reforçou o coronel.
Veja nota da PM
“A Polícia Militar informa que o contrato com a instituição de pagamento, firmado em março de 2026, atende a frota corporativa em todo o Estado. A vigência é de 30 meses, com possibilidade de prorrogação. A PM também conta com postos próprios e mecanismos legais para compras emergenciais, a fim de evitar interrupções no abastecimento e garantir a continuidade do policiamento. A corporação acompanha continuamente a disponibilidade dos postos credenciados, fiscaliza a prestação do serviço e o cumprimento das obrigações contratuais. As taxas de administração e os prazos de repasse aos estabelecimentos são questões da relação comercial entre a empresa e os postos. A contratada, porém, é responsável por manter rede ampla e operacional. Eventuais falhas ou descumprimentos contratuais podem resultar em sanções, como advertência, multa, rescisão e impedimento de licitar”
