
Uma professora de 38 anos, da Emeief (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Carolina Maria de Jesus, localizada na Vila João Ramalho, em Santo André, foi agredida fisicamente por uma mãe de aluno na última quinta-feira (3).
A discussão que originou o episódio começou no dia anterior, quando a mãe procurou a escola após o filho relatar que teria sido chamado de “burro” pela professora durante uma prova. A docente, que atuava como substituta na unidade, negou a ofensa. Diante da reclamação, a direção escolar registrou o caso e combinou de apurar o ocorrido com a criança, além de atender ao pedido da mãe para que o aluno não realizasse o teste agendado para a quinta-feira.
No dia do incidente, a apuração interna indicou que a agressão verbal descrita pela criança não havia partido da professora, mas sim de outro estudante da turma. A equipe tentou contato telefônico e por mensagens com os responsáveis para liberarem o aluno após as avaliações, mas não obteve retorno até o final do período escolar, quando a mãe compareceu ao local.
Na saída das aulas, a mulher abordou a professora na porta da sala de aula de maneira alterada. Ao recusar se dirigir à diretoria e desconsiderar as explicações fornecidas, a mãe passou a proferir xingamentos e agrediu a educadora dentro do espaço escolar, diante de alunos de 7 e 8 anos. A docente foi empurrada e atingida por uma cotovelada no rosto e no queixo, sofrendo lesões constatadas posteriormente em exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML). A agressora foi contida por outra funcionária, e a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada.
Reações e medidas adotadas
O caso gerou mobilizações de entidades e autoridades municipais:
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Ato Sindical: O Sindicato dos Servidores Públicos de Santo André (Sindserv) promoveu uma manifestação em frente à escola com a presença de profissionais da rede. A entidade pediu a implementação de protocolos de segurança, o retorno da Ronda Escolar qualificada e a criação de medidas de proteção aos trabalhadores.
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Secretaria de Educação: A pasta prestou apoio à docente e abriu um processo administrativo para apurar o caso. O secretário Pedrinho Botaro determinou o reforço da segurança na unidade por meio da GCM.
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Prefeitura de Santo André: O prefeito Gilvan Ferreira repudiou a violência contra os servidores e anunciou a ampliação do patrulhamento preventivo, além da criação de um canal direto entre as unidades públicas e a GCM.
O ABCD Jornal apurou que o prefeito Gilvan Ferreira estuda apresentar um projeto de lei na Câmara Municipal para punir com multa quem agredir educadores e demais servidores públicos no exercício de suas funções.
Veja nota da Prefeitura na íntegra
“A Secretaria de Educação de Santo André repudia veementemente qualquer ato de violência contra profissionais da educação e reforça que situações dessa natureza são incompatíveis com um ambiente escolar pautado pelo respeito, diálogo e convivência democrática.
Assim que tomou ciência dos fatos ocorridos na unidade escolar, a pasta encaminhou um representante para acompanhar a docente e a equipe gestora, prestando o suporte necessário diante da situação.
O caso está sendo acompanhado e será devidamente apurado por meio dos procedimentos administrativos cabíveis.
A Secretaria de Educação reforça seu compromisso com a proteção e a valorização dos profissionais da educação, bem como com a construção de um ambiente escolar seguro e respeitoso para todos.”
