
A Justiça de São Paulo converteu, neste sábado (25), a prisão em flagrante de Mario Augusto Annunziata em prisão preventiva. O homem de 46 anos, que possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), é acusado de balear uma travesti, de 24 anos, e o funcionário de um hotel, de 69 anos, na madrugada da última sexta-feira (23), no bairro Campestre, em Santo André.
Durante a audiência de custódia, Annunziata optou por permanecer em silêncio. A decisão judicial garante que o acusado permaneça detido por tempo indeterminado enquanto o processo tramita, visando garantir a ordem pública. Ele foi autuado pela Polícia Civil por dupla tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.
O Crime e a Identificação
O ataque ocorreu na Rua Marina, em frente a um estabelecimento comercial. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela investigação mostram o momento em que o atirador dispara à queima-roupa contra Roberta, de 24 anos. Ela foi atingida na região da cabeça e caiu imediatamente no chão.
Após os primeiros disparos, o funcionário do local, Aparecido Donizeti, saiu para verificar o barulho e foi baleado nas pernas. Ambas as vítimas foram socorridas, mas o estado de Roberta é considerado gravíssimo.
A captura do suspeito foi possível graças ao sistema de monitoramento, que identificou a placa do veículo utilizado na fuga, uma Fiat Toro preta. Mario foi localizado e preso na sede da empresa onde trabalha, na Zona Leste da capital paulista.
Investigação e Motivação
No momento da prisão, a polícia apreendeu um arsenal em posse do acusado:
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Uma pistola calibre 9mm (apontada como a arma do crime);
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Uma pistola calibre .380 (encontrada em um cofre);
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Carregadores, munições e as roupas utilizadas durante a ação.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, testemunhas relataram que Mario era frequentador assíduo da região. O crime teria sido motivado por uma discussão banal envolvendo uma acusação de furto de celular. Relatos policiais indicam ainda que o atirador apresentava sinais de embriaguez e desceu do carro “aparentemente alterado”, efetuando os disparos de forma deliberada.
O caso segue sob investigação do setor de homicídios da Polícia Civil, que busca concluir o inquérito com base nas provas materiais e nos depoimentos das testemunhas.
