
O litoral de São Paulo já contabiliza 30 óbitos por afogamento desde o início da Operação Praia Segura. Os dados são do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e consideram o período de 1º de dezembro de 2025 a 12 de janeiro de 2026.
Somente no último fim de semana, seis pessoas morreram afogadas em praias da Baixada Santista, nos municípios de Itanhaém, Praia Grande e Guarujá, acendendo um novo alerta sobre os riscos do mar neste período de calor intenso e praias cheias.
Apesar do alto número de ocorrências, o balanço mostra a atuação constante dos guarda-vidas. Ao todo, foram 909 salvamentos realizados, com 1.520 vítimas salvas. , sendo três delas de DiademaAs equipes também executaram 513.649 ações de prevenção, orientando banhistas e evitando que situações de risco terminassem em tragédia.
Em casos mais graves, o apoio aéreo foi essencial: 26 resgates contaram com o uso de aeronaves, como o helicóptero Águia.
O GBMar reforça que grande parte dos afogamentos acontece em locais sinalizados como perigosos, em áreas de correnteza ou fora do horário de funcionamento dos postos de guarda-vidas, principalmente durante a noite.
Vítima do ABC
Entre os óbitos está o do radiologista Raphael Silva Carvalho, de 38 anos, que gerou forte comoção entre moradores de São Bernardo do Campo e frequentadores do bairro Jardim Petroni. Raphael faleceu em 22 de dezembro, vítima de afogamento na Praia do Pernambuco, no Guarujá, litoral de São Paulo.
Segundo informações apuradas, Raphael entrou no mar acompanhado do filho e de um amigo do adolescente. O grupo foi surpreendido por uma corrente de retorno — fenômeno conhecido popularmente como “vala” — que os impediu de retornar à faixa de areia.
O Resgate
Equipes de salvamento do Corpo de Bombeiros foram acionadas rapidamente e conseguiram resgatar os dois adolescentes com vida. Raphael, no entanto, foi arrastado pela força da correnteza. Apesar dos esforços das equipes de emergência, o radiologista não resistiu e o óbito foi constatado ainda no local.
Orientação
A recomendação é entrar no mar apenas em trechos monitorados, respeitar as bandeiras de sinalização e, em caso de emergência, não tentar resgates improvisados e acionar imediatamente o socorro.
