5 de dezembro de 2021

Reforma administrativa de Filippi prevê economia de só R$ 2.800

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Oposição critica prefeito e diz que cortes deveriam ser de milhões para combater pandemia em Diadema

José Filippi faz reforma administrativa e justifica que atende recomendações do TCE. Fábio Arantes Secom SP – Fotos Públicas

A reforma administrativa do prefeito José de Filippi Júnior que será votada na sessão da Câmara desta quinta-feira (03/06) vai gerar polêmica. Ocorre que o projeto prevê uma redução de gastos de apenas R$ 2.841.

O prefeito prevê a extinção de 32 cargos ao mesmo tempo que cria outros 32 cargos, com redução nos gastos anuais de R$ 945.  O projeto ainda corta 21 dos 26 cargos gratificados cuja economia será de R$ 1.906 por ano.

“A propositura cria e extingue  cargos e funções gratificadas, gerando uma economia irrisória para o município, quando uma readequação da estrutura administrativa no contexto das dificuldades financeiras que a prefeitura ora enfrenta, agravada pela pandemia e pela queda na arrecadação, deveria representar uma economia para os cofres públicos”, disse o vereador Eduardo Minas. que é membro da Comissão de Finanças e Orçamento e emitiu um parecer em separado contrário ao projeto. “A economia deveria ser de milhões e não de só R$ 2.800”, completou o oposicionista.

Na justificativa do projeto o próprio prefeito admite que o corte é praticamente zero. “A readequação administrativa proposta extingue cargos, cria outros e seu impacto orçamentário é praticamente zero, gerando uma pequena economia para a municipalidade”, afirmou.

Filippi alega, no entanto, a necessidade de Readequação na Prefeitura para “tornar a estrutura administrativa mais funcional para melhor atender as demandas da população, além de atender a recomendação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e corrigir alguns equívocos existentes na Prefeitura”.

Vereador Eduardo Minas, membro da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, critica medida e diz que prefeito deveria cortar mais gastos na Prefeitura para combater pandemia . Foto: Divulgação

O que prevê a reforma

A propositura determina que a Secretaria do Meio Ambiente passa a ser Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, incorporando o Departamento de Limpeza que era da Secretaria de Obras; a Divisão de Serviços Funerários, Cemiteriais e Apoio Legista deixa de fazer parte da Secretaria de Defesa Social e a Divisão de Fiscalização vem da Secretaria de Segurança Alimentar, com a respectiva estrutura de serviço.

Cria-se ainda a Secretaria de Governo que recebe estrutura de Assessorias  e Coordenadorias do Gabinete do Prefeito e a Ouvidoria Geral que sai da Secretaria de Defesa.

Haverá também a extinção do Departamento da Controladoria da Secretaria de Finanças e a criação da Coordenadoria do Sistema de Controle Interno no Gabinete do prefeito.

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