
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), 51, garantiu sua reeleição e comandará o Estado de São Paulo por mais quatro anos. A vitória no primeiro turno foi projetada pelo Datafolha com base nos dados de apuração divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A confirmação matemática consolidou-se enquanto a contagem de votos ainda estava no início: no momento da projeção, com 17,25% das urnas apuradas, Tarcísio liderava com 66,6% dos votos válidos, contra 32,57% de Fernando Haddad (PT), seu principal adversário na disputa. O modelo do instituto calcula a inviabilidade de virada ao analisar o afunilamento dos dados por mesorregiões e perfil dos municípios paulistas.
Com este resultado, Tarcísio quebra um jejum de 12 anos sem definições em etapa única no estado. A última vez em que a corrida ao Palácio dos Bandeirantes havia sido decidida logo no primeiro turno foi em 2014, quando Geraldo Alckmin — então no PSDB — alcançou a reeleição com 57,31% dos votos válidos (12,2 milhões de sufrágios).
Estratégia de cautela e aprovação em alta
A definição antecipada reflete o cenário de estabilidade mantido durante a campanha eleitoral. Diante de uma avaliação positiva de sua gestão — que chegou à reta final da disputa com 47% de aprovação popular, segundo o Datafolha —, o governador adotou uma postura pragmática, limitando sua exposição pública para mitigar o risco de deslizes.
Do outro lado, Fernando Haddad enfrentou dificuldades para furar a resistência ao PT em um eleitorado historicamente alinhado a pautas conservadoras e liberais.
O resultado também consolida os rumos políticos do governador paulista. Embora seu nome tenha sido cotado ao longo de 2025 por alas do Centrão para uma eventual candidatura à Presidência da República — hipótese da qual Tarcísio sempre buscou se distanciar publicamente —, a definição do xadrez da direita no final do ano passado selou seu foco exclusivo na recondução ao governo estadual.
