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Início » Brasil

Boulos, ministro de Lula, condena ataque à Venezuela e classifica ação como “imperialismo criminoso”

Ministro da Secretaria Geral da Presidência afirma que objetivo de Trump é o controle do petróleo

Gislayne Jacinto
Última atualização: 03/01/2026 17:58
Por Gislayne Jacinto
Publicado 03/01/2026
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Boulos, ministro de Lula, condena ataque à Venezuela e classifica ação como "imperialismo criminoso"
Boulos, ministro de Lula, condena ataque à Venezuela e classifica ação como “imperialismo criminoso”. Foto: Divulgação

 

 O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, subiu o tom neste sábado (03/01) contra a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. Em declaração contundente, Boulos classificou o ataque e o sequestro do presidente Nicolás Maduro como a ação imperialista mais grave da história recente do continente e acha que as motivações econômicas estão por trás da ofensiva de Washington.

“O ataque dos EUA à Venezuela é a ação imperialista mais grave que já vivenciamos. Alguém acha que Trump está preocupado com democracia? Ele quer petróleo”, declarou o ministro. Para Boulos, a justificativa democrática utilizada pelo governo de Donald Trump é apenas uma “cortina de fumaça” para o controle das maiores reservas de petróleo do mundo, localizadas em território venezuelano.

  “Doutrina Monroe”

O ministro destacou que a gravidade da ação reside não apenas no ataque direto, mas no precedente que ele estabelece para a soberania regional. Segundo Boulos, a estratégia norte-americana visa ressuscitar a Doutrina Monroe — política do século XIX sintetizada pelo lema “América para os americanos”, frequentemente interpretada como “América para os estadunidenses”.

“Usa a Venezuela como precedente para uma nova Doutrina Monroe que ameaça toda a América Latina. Nem na Guerra Fria houve uma ação militar direta dos EUA em nosso continente com sequestro de um chefe de Estado”, disse o ministro.

A crítica de Boulos ocorre em um momento de extrema tensão diplomática, após forças especiais dos EUA realizarem uma incursão em Caracas que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A ação foi condenada por diversos líderes da região, que veem no ato uma violação flagrante do direito internacional.

Boulos, ministro de Lula, condena ataque à Venezuela
Boulos, ministro de Lula, condena ataque à Venezuela. Foto: Reprodução/Instagram

Apelo à Unidade

Ao finalizar sua declaração, o ministro da Secretaria Geral fez um chamado aos governos vizinhos para que formem uma frente de resistência diplomática. Boulos defende que a estabilidade da América Latina depende de uma resposta firme contra o que chamou de “governo criminoso de Donald Trump”.

“É momento de unidade latino-americana em apoio total ao povo da Venezuela e em rechaço ao governo criminoso de Donald Trump!”, concluiu. O posicionamento de Boulos reforça a linha crítica que parte do governo brasileiro tem adotado, contrastando com o silêncio ou apoio de outras nações do continente diante da deposição forçada do regime venezuelano.

Entenda o Conceito

A Doutrina Monroe, citada pelo ministro, foi estabelecida em 1823 e serviu como base para diversas intervenções dos EUA na América Latina ao longo do século XX. O retorno dessa retórica no governo Trump em 2026 tem gerado temor de uma nova era de intervenções militares diretas no “quintal” de Washington.

 

 Leia a íntegra da nota publicada pelo ministro em usas redes sociais:

“O ataque dos EUA à Venezuela é a ação imperialista mais grave que já vivenciamos. Alguém acha que Trump está preocupado com democracia? Ele quer petróleo.

E mais: usa a Venezuela como precedente para uma nova Doutrina Monroe que ameaça toda a América Latina. Nem na Guerra Fria houve uma ação militar direta dos EUA em nosso continente. Ainda mais com sequestro de um chefe de Estado.

É momento de unidade latino-americana em apoio total ao povo da Venezuela e em rechaço ao governo criminoso de Donald Trump”

- Públicidade -
Tags:ataquedonald trumpestados unidosEUAguilherme boulosNicolás Maduro

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