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PF deflagra operação e prende veredora de Santo André Elian Santana

Ação envolve fraudes em pedidos de aposentadoria nas cidades de Santo André, Diadema e SP; PF encontrou dinheiro em casa de servidor em Diadema

  • Viatura na Câmara de Santo André durante Operação da Polícia federal.
    Foto: Divulgação/PF
  • Por: Gislayne Jacinto
  • Publicado em: 26/11/2018
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 Ação envolve fraudes em pedidos de aposentadoria nas cidades de Santo André, Diadema e SP; PF encontrou dinheiro em casa de servidor em Diadema

Viatura na Câmara de Santo André durante Operação da Polícia Federal. Foto: Divulgação/PF

A PF (Polícia Federal), em ação conjunta da Força Tarefa Previdenciária, deflagrou na manhã desta segunda-feira (26/11) a Operação Barbour, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em realizar fraudes contra a Previdência Social. A Força-Tarefa Previdenciária é composta pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, Coordenação de Inteligência Previdenciária, Instituto Nacional do Seguro Social e Advocacia-Geral da União. Entre os locais visitados está o gabinete da vereadora de Santo André Elian Santana (SSD), que foi presa. A parlamentar é acusada de acelerar as aposentadorias. Sua chefe de gabinete, Luciene Aparecida de Souza, também foi detida.

Policiais Federais cumprem 4 mandados de prisão temporária e 6 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Diadema e Santo André, todos expedidos, a pedido da PF, pela 3ª Vara de São Bernardo do Campo. Cerca de R$ 42.000,00 e US$ 3.000,00 em espécie, foram apreendidos em Diadema, na residência de um servidor público. Também foram apreendidos documentos e mídias para armazenamento de dados.

Dinheiro apreendido em casa de servidor de Diadema. Foto: Divulgação/PF

O inquérito policial foi instaurado em junho de 2018, após a PF receber informações de inteligência da Secretaria de Previdência Social, que havia detectado inconsistências nos pedidos de aposentadorias em uma agência do INSS em Diadema/SP.

As investigações apontam que os pedidos suspeitos eram relacionados a trabalhadores de bancos, públicos e privados, além de empresas de telefonia, que pleiteavam aposentadoria por tempo de contribuição com tempo a menor, apresentando documentos falsos para comprovar que trabalhariam em condições insalubres ou perigosas, mas essas condições não se verificavam na realidade.

As diligências realizadas pela PF indicam que o grupo criminoso fazia reuniões com pessoas interessadas nesse tipo de aposentadoria todas as segundas-feiras, no interior de um gabinete da Câmara de Vereadores de Santo André.

A estimativa inicial é de que as fraudes possam ter causado um prejuízo de R$ 170 milhões à Previdência. Em razão das evidências trazidas para a investigação, a AGU solicitou o bloqueio patrimonial de alguns envolvidos, para tentar garantir a restituição dos valores desviados e reaver o produto do crime.

Os investigados responderão, de acordo com as condutas praticadas, pelos crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos nos sistemas informatizados, corrupção passiva e estelionato qualificado.

O nome da operação, Barbour, remete a um cientista que desenvolveu uma tese de que o tempo, na realidade, não existe.

Haverá entrevista coletiva as 14h no auditório da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, localizado na Rua Hugo D’Antola, 95 – Lapa de Baixo.