18 de setembro de 2021

Pesquisadores estudam no mundo combinação de vacinas contra Covid

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No Brasil, os governos do Rio de Janeiro e do Ceará já adotaram a medida e estão aplicando Pfizer em grávidas que tomaram AstraZeneca na primeira dose

Pesquisadores estudam no mundo combinação de vacinas contra Covid. Foto: Reprodução/Getty Images

Os pesquisadores no mundo passaram a testar a combinação de vacinas  para aproveitar as diferentes respostas imunológicas provocadas por cada imunizante. Em Oxford, o teste é com a primeira dose da AstraZeneca e a segunda da Pfizer.

No Brasil, essa medida já está sendo adotada em alguns Estados. No Rio de Janeiro e no Ceará, por exemplo, as grávidas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca estão sendo imunizadas na segunda dose com a Pfizer. Os governos alegam que em 12 de maio, o Ministério da Saúde informou que gestantes não poderiam ser imunizadas com a AstraZeneca devido ao risco de reações adversas.

Vale destacar que as pesquisas conduzidas pela Universidade de Oxford estão em fase inicial. São estudos de segurança e resposta imunológica, e ainda não têm dados sobre eficácia.

A combinação de imunizantes produzidos por diferentes laboratórios entre a primeira e a segunda dose, como AstraZeneca e Pfizer, tem desempenho satisfatório em alguns países no mundo que  já admitem a pesquisa, como é o caso da Espanha, Argentina, Alemanha, França e Canadá. No entanto, alguns estudiosos entendem que as pesquisas disponíveis não são suficientes e acham que é precoce adotar a respectiva estratégia.

O governo de Buenos Aires, na Argentina, divulgou na última sexta-feira (02/07)  que vai recrutar voluntários para a realização de um estudo sobre a combinação de vacinas contra a Covid-19. “Decidimos iniciar um estudo de combinação de vacinas na cidade”, disse em entrevista coletiva o secretário de Saúde de Buenos Aires, Fernán Quirós.

Ele explicou sobre a abertura de um cadastro para pessoas maiores de 21 anos que moram em Bueno Aires e tenham recebido há 30 dias ou mais a primeira dose da vacina Sputnik V. Entre os voluntários cadastrados, será selecionado um grupo de pessoas que receberá uma dose da AstraZeneca, um que será inoculado com a Sinopharm e um último que receberá a segunda dose de Sputnik V.

Espanha

Outro País que iniciou estudos foi a Espanha. Uma pesquisa que ainda passará por revisão de outros cientistas, apresentou voluntários que tomaram a 1ª dose de Astrazeneca e, duas semanas depois, a 2ª dose da Pfizer. Os imunizados tiveram um aumento expressivo na produção de anticorpos que, em laboratório, conseguiram inativar o coronavírus.

Chile

Em 21 de junho, o Chile também começou a imunizar contra Covid  homens com menos de 45 anos que receberam a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca com uma segunda dose da Pfizer/BioNTech. A aplicação da AstraZeneca para esse grupo especificamente estava paralisada desde o início do mês passado, depois de uma notificação de um caso de trombose e trombocitopenia em um jovem de 31 anos.

Alemanha

A Alemanha também pretende fazer futuramente a combinação de uma primeira dose da vacina da AstraZeneca com uma segunda dose de uma vacina baseada em RNA mensageiro, como a da Pfizer/BioNTech ou da Moderna, tendo em vista que testes com o acréscimo de uma dose de um imunizante de RNA apontou uma proteção maior contra a variante Delta.

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