Pastora evangélica é morta em Diadema

 Crime aconteceu na madrugada desta sexta-feira no bairro Casa Grande; familiares apontam como suspeito o ex-marido

 

pastora
Pastora evangélica é morta em Diadema; suspeito fugiu em um carro Celta. Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

A pastora evangélica Ieda Alvin Lino, de 42 anos, foi morta na madrugada desta sexta-feira (17/05) com golpes de faca. Familiares da vítima, entre elas a própria filha acusou o ex-marido da mãe como sendo o autor do crime.
“Esse monstro matou a minha mãe esfaqueada. Eu vi o sangue da minha mão escorrendo e eu quero morrer por isso. Compartilhem até achar esse monstro. Me ajudem, por favor. Eu quero que ele pague. O nome dele é José Edson Lino Filho”, disse a Filha E.A, em sua página no Facebook. A filha ainda postou duas fotos do suspeito.
Amigos e familiares elogiaram Ieda Alvin e sua postura diante da comunidade. Afirmam que ela dedicou a sua vida a fazer caridade e atuar na evangelização das pessoas. Pelas informações de amigos, era teria uma medida protetiva contra o assassino.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança, o crime aconteceu na rua João Ramalho, no bairro Casa Grande, às 21h desta sexta-feira. “A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência na região, quando encontrou uma mulher caída com ferimento de faca. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas a vítima não resistiu” , informou a Secretaria.
No BO (Boletim de Ocorrência) consta que o homem fugiu em um veículo Celta. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial como homicídio simples. Apesar das declarações dos familiares, não consta o nome do ex-marido no BO.

Feminicído

Se a suspeita for confirmada no caso da pastora, esse será o oitavo feminicídio no ABCD neste ano. O mais recente foi em Mauá, onde Danilo dos Santos Damásio, de 22 anos matou a amante Viviane Miranda Maurício, de 26 anos , e a colocou dentro de um mala no armário da casa da sua mulher. Ele temia que qua a esposa descobrisse o caso extraconjugal.

Namorado mata a companheira em São Caetano. Foto: Facebook

 

Em 2 de fevereiro a veterinária Paula Patrícia de Mello, de São Caetano, foi morta com 21 perfurações de faca. O namorado e autor do crime tentou o suicídio em 7 de fevereiro ao tentar se jogar do 4º andar o Complexo Hospitalar Márcia Braido, onde estava internado porque depois que matou a companheira escorregou no sangue e atingiu a própria barriga.

O assassino confesso estava algemado na cama do quarto do hospital, mas conseguiu se jogar junto com a própria grade onde estava preso. Givanilson acabou caindo no segundo andar do prédio e fraturou a perna e teve ferimentos na cabeça. Atulamente encontra-se preso.

Um dia depois a médica cubana Laidys Sosa Ulloa Gonçalves, de 37 anos, foi morta em Mauá com golpes de chave de fenda. O assassino é o próprio marido, o brasileiro Dailton Gonçalves Ferreira, de 45 anos, que enterrou o corpo em uma mata perto da Estrada dos Fernandes, em Ribeirão Pires. O homicídio aconteceu após uma discussão do casal na rua Francisco Inhesta Spinosa, no Jardim Olinda, onde os dois moravam.

Em 3 de março, Nayara Justino Lima, moradora do bairro de Ferrazópolis, em São Bernardo, foi morta pelo marido, Jucelio Alexandre da Silva, de 45 anos. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o homem fugiu, mas antes deixou a filha de 4 anos com o irmão dele.

 Colocou o corpo na geladeira

Em Santo André, dois casos de feminicídio ocorreram em 18 e 19 de março, sendo que em um deles Lucas Alves da Silva, de 24 anos, matou a namorada Engel Sofia Pironato, de 21 anos, e a colocou dentro da geladeira. Ao tentar fugir num carro de aplicativo foi preso.

No outro caso, também em Santo André, Elieide Rodrigues de Oliveira, de 38 anos, foi atropelada e baleada pelo marido na Rua Armando Mazzo, no Jardim Rina.

 

Homem atropelou a mulher e disparou tiros contra ela. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Em 18 de abril, São Bernardo registrou mais um feminicídio, na rua Nelson, no bairro Alves Dias. Um homem discutiu com a mulher na madrugada e a matou com arma branca no pescoço. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança, o irmão do assassino foi quem encontrou Elisângela da Silva, de 33 anos, às 7h. O homem, de 31 anos, fugiu depois que cometeu o crime contra a companheira.

1 Comentário

Comments are closed.