16 de maio de 2021

Mulher que recebeu coração de Eloá Pimentel em 2008 morre de Covid-19

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Maria Augusta dos Anjos tinha 51 anos e estava internada com cerca 75% do pulmão comprometido

Maria Augusta dos Anjos tinha 51 anos e estava internada com cerca 75% do pulmão comprometido. Foto: Reprodução

Augusta Anjos, de 51 anos, mulher que recebeu o coração de Eloá Pimentel, de 15 anos, morta pelo namorado Lindemberg Alves, em 2008, em Santo André, não resistiu e morreu após ser internada e intubada por conta de complicações da covid-19. Ela estava na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em um hospital particular da Capital Paulista.

Augusta tinha recebido o diagnóstico de Covid-19 há 30 dias ficou com 75% do pulmão comprometido. Ela foi internada no fim de abril no hospital Santa Terezinha, em Parauapebas, no Pará, mas por conta do agravamento veio para o Estado de São Paulo.

Na capital Paulista, devido a baixa saturação, a mulher teve de ser levada para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e, posteriormente, para um hospital particular. Para bancar os custos da internação (R$ 8 mil a diária), amigos e familiares realizaram uma vaquinha pela internet.

Aniversário

No dia em que estava completando 39 anos, em 17 de outubro de 2008, Augusta Anjos recebeu a doação do coração de Eloá. A mulher nasceu com ventrículo único, que é uma atinge o ventrículo esquerdo. O problema é que havia o não havia o bombeamento do sangue para o corpo já que somente o ventrículo direito funcionava de forma adequada.

De acordo com familiares, Augusta recebeu uma válvula cardíaca, porém aos 37 anos foi informada pelos médicos que precisaria de uma transplante de coração, que aconteceu dois anos depois de ficar na fila de espera.

Crime

O crime que envolveu a adolescente doadora do órgão chocou o País. O namorado Lindemberg invadiu o apartamento de Eloá em 13 de outubro para reatar o namoro, mas a jovem não aceitou. Ela estava acompanhada de três amigos.

Os colegas que estavam com Eloá eram Iago, Victor Campos e Nayara. Os três foram liberados em dias diferentes, mas a amiga retornou ao apartamento com o objetivo de tentar resgatá-la. A tentativa foi frustrada e novamente Nayara foi feita refém por Lindemberg. Quatro dias depois, o assassino atirou contra as duas meninas. Eloá morreu e a amiga conseguiu sobreviver mesmo sendo atingida no rosto.

 

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