17 de setembro de 2021

Mauá teve 565 casos de violência contra a mulher, entre eles 2 feminicídios

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Mauá promove semana de palestras sobre a Lei Maria da Penha e seus mecanismos de proteção à vítima de violência doméstica

 

médica cubana
Médica cubana é morta pelo próprio marido. Foto: Reprodução/Facebook

 

Mauá registrou 565 casos de violência contra a mulher (lesões corporais e ameaças, crimes sexuais, ofensas morais e vias de fato),  no período de janeiro a primeira quinzena de julho deste ano. Entre os casos também estiveram dois feminicídios. O marido de uma médica cubana a matou com golpes de chave de fenda e um homem matou a amante e ainda escondeu o corpo dentro de uma mala, na casa da esposa.

Diante do quadro, a administração municipal relançou a Patrulha Maria da Penha, um trabalho específico focado em atender ocorrências de violência doméstica sempre com uma guarda municipal no efetivo com intuito de garantir tratamento humanizado no atendimento. Contudo, a prevenção e a conscientização ainda são os caminhos ideais para erradicar comportamentos que coloquem em risco a vida da mulher pela questão de gênero.

A Prefeitura de Mauá promoverá uma semana inteira de palestras na rede municipal de Saúde para conscientização sobre a lei que mudou o modo como a violência contra a mulher é vista no Brasil. Os encontros da Lei Maria da Penha, que completa 13 anos no dia 7 de agosto, serão realizados entre os dias 5 e 9 de agosto em cinco Unidades Básicas de Saúde da cidade: Feital, Vila Assis, Oratório, Zaíra I e Flórida.

“Nesses 13 anos da Lei Maria da Penha precisamos reconhecer os avanços que conquistamos como mulheres, em nosso sistema legislativo. Mas, não podemos esquecer o quanto ainda nos falta. É por isso que aproveitamos essa oportunidade para reunir cidadã

s e promover um bate-papo sobre todos os desafios que devemos enfrentar juntas para acabar com a violência contra a mulher”, afirma a prefeita Alaíde Damo.

Mesmo que a violência contra a mulher ainda persista, foi através da Lei Maria da Penha que direitos antes impensáveis foram alcançados pelas leis brasileiras. A Lei 11.340, que entrou em vigor em 2006, fez com que a violência contra a mulher fosse tratada como um crime maior e busca criar mecanismos para prevenir e coibir quaisquer ações que atinjam as mulheres, como agressões físicas, assédios sexual e moral etc.

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres presta atendimento para vítimas de violência doméstica com equipe multidisciplinar composta por advogada, psicóloga e assistente social para entender as necessidades não só da mulher, mas de toda família. A atuação de profissionais mulheres nessa força-tarefa é estratégica para ampliar a confiança da vítima na rede de apoio.

As palestras comemorativas dos 13 anos da Lei Maria da Penha são organizadas pelo Conselho dos Direitos da Mulher, com apoio da Secretaria de Saúde de Mauá e serão ministradas pelas conselheiras e promotoras legais populares. A disseminação do conteúdo informativo da Lei e a divulgação dos recursos existentes para a prevenção e combate à violência são ferramentas utilizadas para conscientizar cada vez mais pessoas. Além disso, as reuniões oferecem assistência às vítimas.

Confira a programação completa abaixo:

– Segunda-feira, 5 de agosto, na UBS Feital (Rua Aluísio de Azevedo, 55, Jardim Feital);
– Terça-feira, 6 de agosto, na UBS Vila Assis (Avenida Assis Brasil, 591, Vila Assis Brasil);
– Quarta-feira, 7 de agosto, na UBS Oratório (Rua Salvador, 266, Jardim Oratório);
– Quinta-feira, 8 de agosto, na UBS Zaíra I (Avenida Luiz Gonzaga do Amaral, 82, Jardim Zaíra);
– Sexta-feira, 9 de agosto, na UBS Flórida (Rua Samuel Wainer, 155, Jardim Flórida).
*As palestras acontecem sempre às 14h.

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1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns às mulheres que fazem a luta em defesa de outras mulheres. Apesar da Lei Maria da Penha muitas mulheres continuam a ser a assassinadas, se com a lei isso acontece já imaginaram se a lei não existisse? Que as instituições façam valer a lei Maria da Penha, que ela saia do papel e seja cumprida na integra pela vida das mulheres. Que sejamos combativxs na desconstrução do machismo que mata as mulheres todos os dias.

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