Lauro chama Hospital Piraporinha de remendo e vai construir outro prédio

 Mesmo com a possibilidade de a União doar imóvel ao município de Diadema, prefeito afirma não dá para reformar espaço

Lauro Michels diz que prédio do Hospital Piraporinha foi adaptado e não dá para reformar. Foto: Divulgação

 

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), disse nesta terça-feira (12/03) que mesmo que a União doe o prédio do Hospital Piraporinha para o município, ele manterá seu projeto de construir novo hospital na cidade. Uma lei de sua autoria, aprovada pela Câmara em agosto do ano passado, autoriza a Prefeitura a contrair empréstimo de R$ 124 minhões junto à Caixa Econômica Federal para a edificação de outro hospital na avenida Uysses Guimarães, na Vila Nogueira, perto do campo do Taperinha.

Para Lauro, é mais fácil desativar o Piraporinha depois da conclusão do novo hospital do que reformar o prédio que pertence atualmente ao INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). “Não dá para reformar esse prédio. A União pode até doar o imóvel, mas nós precisamos de um modelo mais inteligente, com mais benefícios para a população. Aquele prédio foi adaptado, é um remendo”, afirmou o prefeito.

Custeio

Para manter o custeio do Hospital Piraporinha, Lauro gasta R$ 9,6 milhões por mês. “O que precisamos é de ajuda do Estado e da União. Nosso hospital acaba sendo regional, pois atende pessoas de outros municípios que se acidentam nas rodovias. O Estado nos ajuda apenas com 10% do custeio e isso é muito pouco”, disse Lauro ao acrescentar que se encontra nesta quarta-feira (13/03) com o governador João Doria (PSDB) e vai solicitar que o Estado aumente o repasse.

De acordo com a Prefeitura, esse Hospital Municipal atende diariamente cerca de 700 pessoas, sendo a única referência hospitalar para os atendimentos de urgência/emergência nas áreas de cirurgia geral, ortopedia, clínica médica, psiquiatria e obstetrícia. Trata-se de um hospital “porta aberta” que também é referência dos bombeiros, SUS, SAMU e de importantes rodovias do Estado, como o sistema Anchieta-Imigrantes e Rodoanel. Cerca de 20% dos atendimentos correspondem a moradores de São Paulo e São Bernardo.

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