Jovem de S.Caetano que matou namorado no churrasco vai a juri popular

 Agatha Raianne da Silva, de 19 anos, alegou na Justiça legítima defesa e advogado vai recorrer

 

Agahata e o advogado Rafael Felipe Dias enquanto aguardavam decisão sobre julgamento no Fórum.

 

Agatha Raianne da Silva, de 19 anos, que matou o namorado Augusto Francisco de Lima, de 27 anos, durante um churrasco no dia 2 de fevereiro deste ano, na avenida Antonio Fonseca Martins, 271, no bairro São José, vai a juri popular. A audiência que definiu o julgamento aconteceu na tarde desta quarta-feira (22/05), no Fórum da cidade, onde foram ouvidas testemunhas. Defesa vai recorrer.

Agatha alegou legítima defesa e afirmou que era agredida pelo namorado com quem se relacionava há um ano. Ela afirmou que com dois meses de namoro ele foi morar em sua casa, mas sempre brigava para ter desculpa para sair sozinho com os amigos.

O advogado de Agatha disse que o fato de ter sido um único golpe de faca reforça a tese de legítima defesa. “Ela usou a faca uma única vez para repelir a injusta agressão em que se encontrava. Ele havia a agredido dentro do banheiro e na saída do banheiro e o dono da casa onde era realizado o churrasco separou a briga”, afirmou.

De acordo com o advogado, depois da confusão, Agatha sentou-se e decidiu pedir um Uber para ir embora para casa, mas novamente o namorado a agrediu. “Ele deu uma voadora na barriga. Aí ela pegou uma faca para se defender e avisou que se ele fosse para cima de novo o atingiria com a faca. Mesmo assim, ele foi pra cima dela”, afirmou Rafael ao acrescentar que a jovem socorreu o companheiro após a agressão.

Durante a audiência do Fórum, uma das testemunhas afirmou que Aghata já tinha enfrentado outras agressões do namorado. “Disse que ele já havia tentado esganá-la”, afirmou o advogado.

Defesa

 A defesa da jovem que praticou o crime vai recorrer. “Agatha foi pronunciada, ou seja, vai a júri popular. A defesa discorda dessa decisão e irá recorrer, enquanto isso ela irá responder o processo em liberdade. Caso a decisão seja mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, e a acusada seja submetida a júri popular, a defesa e a acusada acreditam na absolvição e que a Justiça será feita”, concluiu o advogado Rafael. 

 

Recurso