4 de agosto de 2021

Inverno deve ter temperaturas mais elevadas e chuvas abaixo da média

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Médico recomenda hábitos saudáveis e de higiene para manter a saúde na estação mais fria e seca do ano

Previsão também é de que aconteçam algumas ondas de frio intenso durante passagens de frentes frias. Foto: Pixabay 

O inverno, que começou na segunda-feira (21/06), deverá apresentar temperaturas mais elevadas e chuvas ligeiramente abaixo da média da estação. A previsão também é de que aconteçam algumas ondas de frio intenso durante passagens de frentes frias.

“A expectativa de temperaturas para esse inverno difere da região próxima à costa da região mais para o interior do país. O que tudo indica é que as temperaturas de inverno sejam relativamente normais nas estações costeiras ao passo que dentro do continente, se as frentes não conseguirem adentrar muito levando o ar frio, teremos temperaturas um pouquinho mais elevadas do que o normal, essa é a expectativa para esse inverno”, explicou o professor Ricardo Camargo, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (Universidade de São Paulo).

Camargo também afirmou que nesta primeira semana de inverno haverá a atuação de um ciclone com características subtropicais. “Deveremos ter a influência de uma ou duas frentes que vão atuar mais nas estações costeiras do que dentro do continente”, disse.

De acordo com dados de temperatura do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da Prefeitura de São Paulo, que compila as informações desde 2004, em junho as temperaturas médias devem ficar entre 13,4 graus e 22,9. Para julho, a mínima média deve cair para 12,7 graus, aumentando para 13,4 graus e 15,2 graus em agosto e setembro, respectivamente. A máxima média pode chegar a 25,8 graus em setembro.

Segundo o médico André Fernandez, especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, com a queda nas temperaturas, é preciso ficar atento à saúde. “Aumento da poluição ambiental, constantes e bruscas mudanças climáticas, ar seco, baixas temperaturas, maior tempo passado em ambientes sem ventilação adequada, escritórios e meios de transporte coletivos contribuem com o aumento no índice de doenças respiratórias, doenças de inverno como gripes e resfriados, rinites, otites, rinosinustes, bronquites e pneumonias”.

De acordo com Fernandez, maiores de 65 anos, crianças entre 6 e 23 meses, portadores de doenças pulmonares ou cárdio-pulmonares, portadores de imunodeficiência incluindo HIV e neoplasias e moradores de asilos, albergues e hospitais de retaguarda para doenças crônicas são os mais afetados.

É possível, porém, prevenir os problemas de saúde relacionados ao inverno ao manter hábitos saudáveis como prática de exercícios físicos regulares, boa hidratação e alimentação. “Também pode-se tomar alguns cuidados dentro de casa evitando acúmulo de poeira e mofo, evitar cigarro no ambiente doméstico, não deixar animais dentro de casa, retirar dos cômodos livros, almofadas que acumulem poeira e principalmente se vacinar”, disse.

O médico também recomenda a constante lavagem do nariz nesta época do ano. “A lavagem nasal com solução fisiológica ou hipertônica é de grande valia, a melhor maneira da nos mantermos saudáveis nessa época do ano é termos o hábito de lavar muito o nariz. A lavagem nasal vai agir aumentando a frequência do batimento muco-ciliar e reduzindo o edema da mucosa nasal, com isso a gente vai diminuir a obstrução nasal e consequentemente tendemos a melhorar a respiração e evitar o acúmulo de alérgenos dentro do nariz, evitando as infecções.”

Lavagem nasal vai agir aumentando a frequência do batimento muco-ciliar e reduzindo o edema da mucosa nasal. Foto: Pixabay

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