5 de dezembro de 2021

Greve de funcionários da FUABC afetará unidades de saúde no ABCD na terça

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 Sindsaúde realizou assembleia e categoria  optou por paralisação sob a alegação de que  acordo coletivo não cumprido por parte da Fundação  

 

 

Greve de funcionários da FUABC foi aprovada em assembleia e afetará unidades de saúde no ABCD na terça. Foto: Divulgação/Sindsaúde

 

A partir da próxima terça-feira (17/09) hospitais, UPAs, UBSs e demais equipamentos de saúde geridos pela FUABC (Fundação do ABC) em Santo André, São Bernardo, São Caetano ou Mauá pode paralisar as atividades, em protesto ao não cumprimento, por parte da empresa, da Convenção Coletiva de Trabalho de 2019. Ao todo, são 10.470 trabalhadores envolvidos, nas seguintes cidades: Santo André (1.800), São Bernardo (6.500), São Caetano (940) e Mauá (1.230). O acordo estabelece a reposição integral da inflação, de 5,07% nos salários e benefícios dos trabalhadores(as), em duas parcelas.

De acordo com o sindicato, essa foi a decisão unânime da assembleia realizada na noite desta quinta-feira (12/09), na sede do SindSaúde ABC. Nesta sexta-feira  (13/09), o sindicato enviou o Aviso de Greve à Fundação. “A partir de terça-feira começam a pipocar paralisações, pois ninguém aguenta mais tanto desrespeito àqueles que cuidam da saúde da população”, afirmou o presidente do Sindicato, Almir Rogério “Mizito”.

Com o salão do Sindicato lotado, a assembleia estava bastante representativa. Os que fizeram uso da palavra mostraram sua indignação. “Tem muita gente que não tem dinheiro nem pra comprar comida”, disse uma trabalhadora. “Falam tanto em humanização, mas o tratamento que nos dão é completamente desumano; nem para os demitidos estão pagando os direitos”, completou outra.

Processos

A assembleia teve dois pontos de pauta. No primeiro, os advogados do Sindicato deram informações sobre o andamento dos três processos contra a FUABC, referentes aos dissídios coletivos de 2016, 2017 e 2018, em trâmite na Justiça.

Eles explicaram que, se até agora nenhum deles ainda foi concluído, é “porque a Fundação faz de tudo para impedir, inclusive agindo de má fé” com a própria Justiça. “Tem também o tempo da própria Justiça e as coisas não fluem como deveriam; por exemplo, o processo de 2017 está mais adiantado que o de 2016”, disse o advogado  Túlio  Tayano.

2019

Após os advogados esclarecerem dúvidas sobre os processos, teve início a discussão do segundo ponto da pauta, que era a Campanha Salarial de 2019, já encerrada para a maior parte da categoria. “Se a Fundação cumprisse o acordo assinado com o sindicato patronal, já teria aplicado os 2,5% nos salários de agosto, referentes à primeira parcela do reajuste, que totaliza 5,07% até outubro”, disse “Mizito”.

Em resposta tanto em relação à greve dos funcionários da Saúde quanto aos agentes comunitários, a FUABC por meio de nota divulgada à imprensa informou que intermediária nas negociações dos sindicatos com as secretarias municipais de Saúde e que “não tem medido esforços” no propósito de contribuir para o avanço das negociações entre os representantes dos empregados e o poder público.

“A expectativa é a de que não haja prejuízo aos atendimentos à população, tendo em vista que, conforme legislação vigente, os sindicatos devem manter no mínimo 70% dos trabalhadores em atividade. As categorias envolvidas são auxiliares, técnicos, recepcionistas, pessoal administrativo e agentes comunitários de saúde. Médicos e enfermeiros são representados por outras entidades sindicais e não integram o estado de greve anunciado. A FUABC seguirá empenhada na intermediação das negociações e aguarda novas deliberações dos municípios”.

 

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