Governador critica, mas prefeitos mantêm paralisação dos ônibus no ABCD

 Ônibus vão parar no próximo dia 29 por conta do coronavírus

Prefeitos do ABCD definiram que os ônibus vão parar no próximo dia 29 por conta do coronavírus. Foto: Divulgação

 

Os prefeitos do Grande ABC participaram, nesta quinta-feira (19/3), de videoconferência com o vice-governador e presidente da comissão de monitoramento dos impactos econômicos do coronavírus em São Paulo, Rodrigo Garcia, secretários estaduais e prefeitos da Região Metropolitana, e ratificaram a suspensão temporária do Transporte Público Municipal nas sete cidades da região. A interrupção do serviço será gradativa, até 28 de março. A partir de 29 de março, a suspensão passa a ser total, por período indeterminado.

Na próxima quarta-feira (25/3), está agendada nova videoconferência entre representantes do Governo do Estado e os prefeitos do ABCD para avaliar a evolução da pandemia do novo coronavírus na região.

 Críticas

A reunião aconteceu porque na manhã desta quinta-feira (19/03), o governador João Doria (PSDB) afirmou que proibir o transporte público na Região é uma iniciativa inadequada. “Proibir não é a forma correta. Quero registrar que pedi aos nossos secretários do Governo do Estado da área de transportes metropolitanos e também ao secretário de desenvolvimento regional que dialoguem com os prefeitos da região da Grande São Paulo, que a nosso ver, tomaram uma medida precipitada da interrupção das linhas de ônibus da região do Grande Abc e outras áreas”, afirmou.

“Não é uma medida adequada interromper o transporte público. Isso vai impedir pessoas que trabalham em hospitais, prontos-socorros, farmácias, supermercados de chegarem até seus destinos de trabalho. Além de todos os sacrifícios que estas pessoas estão fazendo, utilizar recursos para pagamento de aplicativos ou táxis. O serviço deve funcionar de forma orientada, ordenada, higienizada como tem feito o prefeito Bruno Covas, em São Paulo”, completou o governador.

O apelo de Doria não será acatado pelos prefeitos, que reforçam que a decisão tem como objetivo minimizar danos à população e preservar vidas na região.

 

 

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