
Clarence Seedorf saiu satisfeito com parte do que o Corinthians fez no empate de 0 a 0 com o São Paulo, mas reconheceu que a chuva intensa na Vila Belmiro interferiu no plano de jogo. Em coletiva após o Majestoso, o treinador abordou a lesão de Rodrigo Garro, o processo de recuperação de Memphis Depay e a expulsão de Yuri Alberto.
Garro: sem diagnóstico ainda
A principal preocupação do torcedor corintiano é o estado do camisa 8, que deixou o campo chorando após sentir dores no joelho direito ainda no primeiro tempo. Seedorf pediu calma.
“Sobre o Garro, ainda não temos muita preocupação. Ele não podia continuar jogando, mas amanhã teremos informações corretas para dar”, disse.
Memphis precisa de ritmo
Seedorf já havia planejado dar minutos a Memphis Depay antes do jogo, independente da saída de Garro. O holandês entrou na segunda etapa e é tratado como um trabalho de longo prazo pelo treinador.
“Não esperava um milagre dele, mas esperava que ganhasse minutos e crescesse. O Memphis precisa de tempo para voltar às melhores condições. Foi um ano complicado para ele, mas está trabalhando bem. O jogo pediu uma mudança e ele precisa melhorar o ritmo. Em breve estará assim, junto com o time”, afirmou.
A saída de André e a entrada de Carrillo
Seedorf explicou o desgaste de André, que foi encarregado de marcar os dribladores do ataque são-paulino e acabou acumulando fadiga ao longo do jogo.
“Ele fez um trabalho muito importante, desgastou bastante, principalmente hoje, que o São Paulo tem jogadores lá na frente que driblam. Pedimos para ele ajudar nisso. Essa intensidade fez com que ele se desgastasse, e a fadiga fez ele perder algumas bolas”, disse o treinador, que justificou a entrada de Carrillo pela capacidade de dar mais controle de posse ao time.
Yuri Alberto e a expulsão
Seedorf defendeu Yuri Alberto, que perdeu chances e foi expulso. Na avaliação do treinador, o cartão vermelho veio de um escorregão, não de uma entrada intencional. Com a suspensão, o Corinthians terá de improvisar no ataque no próximo jogo.
A chuva como fator decisivo
Para Seedorf, o gramado da Vila Belmiro não era o problema — a água sim.
“Foi mais a chuva que criou condições não ideais para um jogo que queríamos fazer. O gramado não era tão ruim, foi mais a chuva que atrapalhou. Não parou de chover, ficaram muitas poças e isso mudou muita coisa”, analisou.
Próximo jogo
O Corinthians volta a campo no dia 18 de novembro, às 21h30, na Neo Química Arena, contra o Botafogo, pela 35ª rodada do Brasileirão. O Timão usará a pausa da Data Fifa para recuperar jogadores e avaliar os problemas físicos antes do confronto.
