
Os três shows do BTS no Morumbis, encerrados em 31 de outubro, geraram cerca de R$ 15 milhões para os cofres do São Paulo. O valor inclui o aluguel do estádio e a fatia tricolor sobre ingressos, alimentação e merchandising. A receita chega em momento decisivo para um clube com dívida estimada em mais de R$ 1 bilhão e problemas de fluxo de caixa.
Dinheiro necessário, estádio cedido
A dependência dessa receita tem um custo direto para o futebol: com o Morumbis ocupado pela Live Nation, o São Paulo precisa disputar seus jogos em outros estádios. O Majestoso de quarta-feira (4) contra o Corinthians, por exemplo, será realizado na Vila Belmiro, em Santos.
A situação divide opiniões na torcida. Para a diretoria, abrir mão dos shows é inviável diante da crise — o dinheiro dos eventos é tratado internamente como uma das fontes mais importantes de receita no curto prazo.
Contrato do São Paulo com a Live Nation vai até 2031
O acordo com a Live Nation garante ao menos seis shows por ano no Morumbis até 2031. A tendência é que o calendário de eventos siga cheio, o que significa que o São Paulo continuará cedendo o estádio com regularidade ao longo dos próximos anos.