
O Santos não efetuou o pagamento dos direitos de imagem que tinham vencimento na quarta-feira (28), o que fez com que uma dívida que já ultrapassava R$ 16 milhões com os atletas se ampliasse. A recorrência dos atrasos ao longo da temporada reacende o sinal de alerta nos bastidores do clube.
Fluxo de caixa
A diretoria santista reconhece o problema e atribui os atrasos a dificuldades no fluxo de caixa. Não é a primeira vez que o tema vem à tona em 2026: em uma reunião interna anterior, os próprios atletas manifestaram insatisfação com a falta de regularidade nos pagamentos e cobraram uma solução da administração.
Aposta na Libertadores para equilibrar as contas
A crise financeira ocorre em paralelo à disputa pela classificação continental. O Santos enxerga uma vaga na Libertadores de 2027 como peça-chave para ampliar as receitas no próximo ano e dar mais previsibilidade ao orçamento. A presença na competição, portanto, importa tanto pelo aspecto esportivo quanto pelo financeiro.
Eleição e incerteza sobre o elenco para 2027
O horizonte político também complica o planejamento. A eleição presidencial do Santos se aproxima, e a permanência dos jogadores de maior destaque — especialmente os contratados para a reta final desta temporada — depende das decisões que a nova gestão vai tomar sobre contratos e capacidade de investimento. Com as contas em desequilíbrio e a troca de comando à vista, o Santos ainda não tem respostas claras sobre como será seu elenco no ano que vem.
Próximo jogo: Bragantino fora de casa
Dentro de campo, o foco está no confronto de segunda-feira (2) contra o Red Bull Bragantino, fora de casa, pela 34ª rodada do Brasileirão.