
O Santos avançou mais um passo rumo à sua transformação em Sociedade Anônima do Futebol. O clube agendou para o dia 8 de novembro a votação das alterações no estatuto que precisam ser aprovadas para possibilitar a venda de 80% das ações a investidores. A negociação diz respeito à empresa americana SDC Sports, que fez uma proposta inicial de R$ 2 bilhões — R$ 1 bilhão destinado ao futebol e mais R$ 1 bilhão para a quitação de dívidas.
A barreira atual é o estatuto do clube, que restringe a transferência de 49% das atividades relacionadas ao futebol. Sem a alteração das regras, o modelo de negócio discutido com a SDC Sports não pode ser formalizado.
Proposta ainda não é definitiva
O acordo entre Santos e SDC Sports é, por ora, não vinculante — ou seja, não há obrigação de conclusão do negócio. A oferta final só será apresentada após a aprovação das mudanças estatutárias e a formalização dos termos. As duas partes já concluíram o processo de due diligence — análise detalhada das finanças, pendências jurídicas e estrutura operacional do clube —, encerrado até agosto. Os valores definitivos ainda precisam ser confirmados.
Eleição em dezembro entra no cálculo
O Santos também terá eleições presidenciais em dezembro, e o resultado pode influenciar diretamente o andamento das negociações. A eventual reeleição de Marcelo Teixeira é vista como um fator de continuidade para o projeto — uma mudança de gestão poderia alterar as prioridades e o ritmo das tratativas.
A proposta divide o ambiente interno. Parte da diretoria enxerga a SAF como saída para a crise financeira que assola o clube há anos. Setores da oposição pedem mais transparência e cautela antes de qualquer votação. Mesmo que o Conselho Deliberativo aprove as mudanças no dia 8, o processo ainda terá etapas adicionais a cumprir antes de qualquer contrato ser assinado.
