
O Conselho Deliberativo do Corinthians, sob a presidência de Romeu Tuma Júnior, convocou o presidente Osmar Stábile para uma reunião extraordinária. O que desencadeou a situação foi o desabafo público do zagueiro Gabriel Paulista após a derrota de 4 a 1 para o Palmeiras — mas o assunto vai além disso: a dívida de R$ 2,8 bilhões, as parcelas em atraso do acordo com a Fazenda e os salários não pagos também estão em discussão.
O que levou à convocação
No documento, o Conselho cita as “graves declarações públicas prestadas pelo atleta profissional Gabriel Paulista, após a partida realizada em 11 de outubro de 2026, nas quais relatou a ausência de respaldo institucional aos jogadores e dificuldades relacionadas ao cumprimento de obrigações financeiras, apontando seus reflexos no ambiente profissional e no desempenho da equipe”.
Gabriel Paulista havia criticado a falta de proteção da diretoria ao elenco, revelado atrasos salariais e afirmado que “tem muita gente aqui dentro que não respeita esse clube” — declarações que escancararam a crise interna e repercutiram amplamente.
A crise financeira no centro da reunião
Além do episódio com o zagueiro, Stábile e os demais dirigentes terão que prestar contas sobre a situação financeira do clube. O Corinthians acumula dívidas superiores a R$ 2,8 bilhões, com parcelas em atraso no acordo com a Fazenda e pagamentos de salários comprometidos.
O cenário no campo
O Timão acumula oito derrotas consecutivas — a pior sequência da era dos pontos corridos — e está na beira da zona de rebaixamento. Clarence Seedorf assume o comando no próximo domingo (19), às 20h, diante do Vitória, na Neo Química Arena, pela 31ª rodada do Brasileirão.