Oposição do Palmeiras rebate Leila e cobra apuração sobre declarações contra conselheiros
Durante a manifestação, o grupo declarou que as perguntas dirigidas à presidente não configuram ataques pessoais, mas dizem respeito a uma preocupação institucional
Oposição do Palmeiras rebate Leila e cobra apuração sobre declarações contra conselheiros. Foto: Cesar Greco / Palmeiras
O grupo de oposição Ocupa Palestra emitiu uma nota nesta terça-feira (6) em reação às declarações feitas pela presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Em uma reunião com membros do Conselho Deliberativo, a líder se referiu aos críticos como “um punhado de imbecis”. A declaração foi capturada por um conselheiro e, em seguida, divulgada.
Durante a manifestação, o grupo declarou que as perguntas dirigidas à presidente não configuram ataques pessoais, mas dizem respeito a uma preocupação institucional sobre possíveis conflitos de interesse.
Oposição defende questionamentos sobre conflito de interesses
Segundo o Ocupa Palestra, a discussão ganhou força após a participação de José Roberto Lamacchia, marido de Leila e conselheiro do Palmeiras, como fiador da operação envolvendo a aquisição da SAF do Vasco pelo enteado do casal.
O grupo sustenta que a situação exige medidas de proteção aos interesses do Palmeiras e afirma que o debate deveria ser tratado sob a ótica institucional.
“Apontar a existência do conflito de interesses não é um ataque pessoal, mas um alerta para uma situação objetiva de risco institucional.”
A oposição também citou a necessidade de mecanismos de fiscalização e afirmou que o Conselho Deliberativo e o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) devem estabelecer medidas para proteger informações estratégicas e o patrimônio do clube.
Grupo questiona argumento de dedicação ao Palmeiras
Outro ponto destacado na nota foi a diferença entre dedicação pessoal à instituição e mecanismos formais de compliance.
O Ocupa Palestra afirmou que a atuação da presidente e de seu marido pelo Palmeiras não elimina, na visão do grupo, a necessidade de regras para prevenir possíveis conflitos.
“Dedicação não substitui regras de compliance, e sua alegada boa vontade não elimina o dever estatutário de blindagem patrimonial e estratégica.”
A oposição também afirmou que não questiona a possibilidade de o Vasco buscar investidores ou de empresas estabelecerem relações comerciais com outros clubes. Segundo o grupo, a preocupação está relacionada à preservação dos interesses do Palmeiras.
Cobrança ao Conselho Deliberativo
No fim da manifestação, o Ocupa Palestra direcionou críticas ao presidente do Conselho Deliberativo, Alcyr Ramos.
O grupo pediu que eventuais ofensas feitas pela presidente contra conselheiros sejam analisadas com o mesmo rigor aplicado a outros episódios envolvendo integrantes do órgão.
“Sugerimos, portanto, que o Presidente do CD, Alcyr Ramos, trate com o mesmo rigor as violações estatutárias e ofensas proferidas contra conselheiros e conselheiras, abrindo a necessária sindicância para apuração dos fatos.”
A oposição citou ainda a próxima reunião do Conselho Deliberativo, marcada para 19 de outubro. De acordo com o grupo, uma das pautas previstas envolve a suspensão de um conselheiro acusado de ofender Leila em uma reunião.
Disputa política segue dentro do Palmeiras
A troca de manifestações amplia a discussão política interna do Palmeiras em torno da presidente e de pessoas ligadas à sua gestão.
Leila Pereira permanece no comando do clube até dezembro de 2027. Enquanto a oposição cobra esclarecimentos e medidas institucionais, a presidente mantém apoio de parte dos conselheiros.
O episódio envolvendo a aquisição da SAF do Vasco pelo enteado de Leila e Lamacchia deverá continuar no centro dos debates entre os diferentes grupos políticos do Palmeiras.