Corinthians avança com a Caixa por dívida da Neo Química Arena e para de pagar financiamento durante negociação
A proposta também envolve uma possível ampliação da relação comercial com o banco, incluindo serviços como contas, pagamentos, folha salarial e cartões destinados aos torcedores.
Corinthians avança com a Caixa por dívida da Neo Química Arena e para de pagar financiamento durante negociação. Foto: Rodrigo Coca/Agência CorinthiansCorinthians e Caixa Econômica Federal deram mais um passo nas negociações para encontrar uma saída para a dívida do financiamento da Neo Química Arena. Os pagamentos do acordo estão suspensos enquanto as negociações prosseguem.
A cobrança que vencia em setembro foi suspensa, e a próxima ocorrerá em dezembro. Se as negociações ainda estiverem em andamento até essa data, o clube não terá a necessidade de efetuar o pagamento.
Corinthians apresenta proposta à Caixa
Uma das alternativas discutidas pelo Corinthians é oferecer à Caixa a exploração dos naming rights da Neo Química Arena como parte da negociação da dívida.
Atualmente, o estádio possui contrato com a Hypera Pharma, que rende aproximadamente R$ 15 milhões por ano ao clube. A avaliação interna do Corinthians, porém, é de que o espaço poderia alcançar um valor próximo de R$ 70 milhões anuais.
A proposta também envolve uma possível ampliação da relação comercial com o banco, incluindo serviços como contas, pagamentos, folha salarial e cartões destinados aos torcedores.
Dívida está em cerca de R$ 650 milhões
O débito do Corinthians com a Caixa é estimado atualmente em aproximadamente R$ 650 milhões. Um dos principais pontos discutidos nas negociações é a revisão dos encargos financeiros.
Desde o refinanciamento realizado em 2023, após atrasos nos pagamentos, os juros passaram a ter como referência o CDI. O clube pretende alterar esse modelo e avalia alternativas como a TLP (Taxa de Longo Prazo) ou indicadores ligados à inflação.
O contrato renegociado durante a gestão de Duílio Monteiro Alves estabelece 2041 como o prazo final para a quitação do financiamento.
Negociação ocorre durante período eleitoral
As conversas também acontecem em um momento de disputa eleitoral, o que aumenta a cautela em torno de qualquer eventual acordo envolvendo um banco público.
A diretoria corintiana procura estruturar uma solução baseada em critérios financeiros e comerciais para evitar que a negociação seja associada a interesses políticos. O fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser torcedor declarado do Corinthians também aparece como um fator de atenção nas tratativas.
Próximos passos
A suspensão das parcelas dá ao Corinthians mais tempo para negociar uma nova estrutura para a dívida. As partes ainda precisam definir os termos de um eventual acordo, e a expectativa é de que as discussões avancem nos próximos meses.
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